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DEFICIENTES SOMOS NÓS...

Vi uma cena que partiu meu coração,
Vi um pai com seu filho deficiente,
Seus olhos chorava de dor e emoção,
Vi o que o futuro traz pra gente.

Vi uns olharem-no com dó,
Outros com desprezo,
Queria que tudo fosse melhor,
Mas o mundo vai ser sempre o mesmo.

O menino doente,
Tinha "água na cabeça",
Criança inocente,
Talvez nunca mais eu o esqueça.

Era um menino com cabeça d'água,
Que sofria tanto,
O coração de seu pai tinha mágoa,
E ele estava em grande pranto.

É triste ver a vida,
Doe em meu peito demais,
Não encontro uma saída,
Pra dizer que assim não dá mais.

A vida tem que mudar,
É melhor sem discriminação,
O medo tem que acabar,
É preciso amar, não importa a situação.

Muitos são perfeitos,
E à vida não dão valor,
E toda vez que eu me deito,
Peço a Deus, que às pessoas dê mais amor.

Somos perfeitos e sãos,
E com nada nos alegramos,
Vagabundos feitos cães,
E com nada melhor sonhamos.

Meu Deus! O quê que há?
Quero ouvir tua voz,
Dizer que o mundo vai mudar,
Pois deficientes somos nós.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

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A GENTE PRECISA DE TÃO POUCO PARA SER FELIZ!

Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!
A gente exige tanto do outro, exigimos tanto de nós mesmos.
Tem coisa que não se precisa viver 100 anos para se aprender.
Tem coisas que nunca aprenderemos.
Nem todos iremos à lua, como nem todos são felizes.
Para quê vê-la de perto, tocá-la, pisá-la? Se a lua é tão bonita vista de longe!
Para quê tanto dinheiro? Se a vida acaba em menos de 1 segundo!
A gente tem tantos colegas e tão poucos amigos.
Conhece tantas mulheres, mas só precisa de uma para ser feliz.
Conhece tanto coisa e parece não saber de absolutamente nada...
Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/
P.S.: Sinto que não terminei ainda...

ELE ME DEU SENTIDO QUANDO TUDO PARECIA INSEGURO

Ele deu sentido quando tudo parecia inseguro,
Quando tudo não parecia ter saída.
Ele me fez enxergar muito além dos meus olhos.
Estava só, nu e sem face.
E ele me abraçou com tanto carinho.
Vi meu rosto se molhar de lágrimas.
Pela primeira vez lágrimas verdadeiras, lágrimas com sentido.
Fui ao mais profundo que alguém pode ir e lá estava ele,
Sentado ao meu lado, me olhando como se dissesse:
“Eu ainda estou aqui! Você é meu filho, lembra?”
Nunca entendi o que era esse “tal” que tanto me falaram.
Acho que estava apenas iludido.
Entender o seu amor mudou a minha vida!
Ele me fez entender que não importava o que eu fizesse,
Ele continuaria me amando!
E mesmo que eu quisesse ou pedisse para ele me esquecer,
Ele não conseguiria. Ele havia morrido em meu lugar.
Ele me disse que o que valia não era o que havia vivido
E sim o que ele tinha para eu viver.
Vi meu chão cair, minhas convicções caírem,
E principalmente a minha religiosidade.
Aquela religião que havia vedado meus olhos...
Ele falo…

JÁ NÃO LEMBRO O QUE COMI...

Estou tão no automático,
Que já nem lembro o que comi,
Um viver dinâmico-estático,
O tempo passou e ainda não percebi.

Meu relógio é o mesmo, de 10 anos atrás,
Mas meu maior segredo,
É meu medo de as horas não sabe mais.

Meus minutos, viraram segundos,
Meus dias, viraram horas,
Já chegou o fim do mundo?
Saberemos quem estava certo agora?

Hoje o dia findará,
E não farei nada do que preciso,
Só sei que preciso lembrar,
Que estou aqui e ainda estou vivo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/