terça-feira, 30 de agosto de 2011

ONTEM À NOITE....


Tive um sonho. E foi-me pertubador! Sabe quando o sonho nos parece tão real! E que choramos e quando acordamos temos vontade de continuar chorando! Quando a dor do sonho parece continuar quando acordamos! Sabe, já sonhei caindo de algum lugar e senti aquela sensação que realmente cai na cama. É! Eu sempre sonho. Mas não como ontem à noite. Sonhei perdendo alguém que era muito importante pra mim. Sonhei com um de meus maiores pesadelos, pois realmente esse alguém é muito importante pra mim. E chorei. Ah! Como eu chorei! Como a criança que perde seu brinquedo favorito, que o ama a ponto de não querer trocá-lo pelo mais lindo, perfeito e caro brinquedo. É aquele brinquedo que ela ama. Eu tive brinquedos assim. Alguns que me esforçei para guardá-los por longos anos, mas que perdi, embora fizesse muito esforço para não perdê-lo. Chorei por senti quase que a mesma perda e embora no sonho eu lutasse para não perder meu alguém, perdi. E chorei. Procurei e não encontrei. De repente achei tê-la encontrado. Não, não era ela. E a perdi. E ninguém, nada, jamais poderá tomar o lugar dela aqui dentro. Sabe, meu brinquedo também não pôde ser substituido. Nem ela jamais será. Bem, foi bom ter sido um sonho, é bom saber "que ainda estais aqui".
Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TANTA COISA...


Na verdade não sei,
O que estou prestes a escrever,
Talvez o relato de lágrimas que chorei,
Ou de coisas que não consigo entender.

Já feri tanto as pessoas,
Não consegui cumprir várias promessas,
Já me feriram mesmo com intenções boas,
Já perdi tempo em inúteis conversas.

Fiz coisas que não consigo fazer mais,
Já senti tanto medo a ponto de chorar,
Cantei canções tão especiais,
Hoje já não consigo nem ao menos cantar.

Deixei verdades que eram absolutas,
Alguns que me amaram deixei pra trás também,
Não entendo como contra o futuro a gente luta,
E comigo agora parece não ter ninguém.

As vezes preciso ficar sozinho,
As vezes não quero fazer nada,
As vezes páro no caminho,
E é tão difícil prosseguir a caminhada.

As vezes queria voltar,
Àquele passado que me fez tão feliz,
Mas não consigo! Não dá!
Pois nada aconteceu como eu quis.

Talvez essa seja uma daquelas,
Crises existenciais,
Mas me dói ter sido levado as coisas mais belas,
E mudar meu passado já não posso mais.

Tem tanta coisa que dói aqui,
Tantos medos acumulados,
Tantas dúvidas envolvem meu existir,
É tanta gente que não vou deixar de lado.

Espero não acordar amanhã,
E apenas tudo ter ficado pra trás,
Pois aquelas coisas pra muitos são vãs,
Mas pra eu perdê-las? Dói demais...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

O TEMPO... (AINDA HÁ)


O tempo me mata. Mas ao mesmo tempo me faz voltar a viver. Por que nos incomoda tanto a ideia do tempo perdido? A ideia de que o tempo passou e não fizemos tudo que podiamos fazer? Quando na verdade é o que queriamos fazer e que não fizemos?
Quando algo está engasgado e não dissemos por falta de tempo. Ou não foi o tempo?
Por que lutamos tanto até nos cansar e mesmo "vencendo" a nossa batalha ainda nos sentimos derrotados?
O que dói mais: é encarar que o passado já foi e não pode ser mudado ou que o amanhã sempre virá (embora nem sempre temos essa certeza) e outra vez teremos que lutar?
Ou o tempo diminuiu ou nós crescemos demais para ele?
Lembro-me dos dias chuvosos que parecia uma eternidade pra mim. Dos jogos de "tacobol" que levavam tarde tão longas que começavam ensolaradas, corriam nubladas e as vezes terminavam ensoladas?
O que houve com a gente?
Crescemos?
O tempo passou?
Ou nós passamos? De onde? Dos belos momentos da infância para uma vida medíocre e seca. Preocupados em alcançar sei lá o que...
E o tempo? O tempo ainda é mesmo...
E sabe o que me alegre? É que ainda há tempo... Pra tudo, incluse pra ser feliz...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SILÊNCIO...


As vezes não tenho palavras,
As que tenho estão engasgadas,
Sei que sairão um dia,
Mais nada...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/