quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O TEMPO... (AINDA HÁ)


O tempo me mata. Mas ao mesmo tempo me faz voltar a viver. Por que nos incomoda tanto a ideia do tempo perdido? A ideia de que o tempo passou e não fizemos tudo que podiamos fazer? Quando na verdade é o que queriamos fazer e que não fizemos?
Quando algo está engasgado e não dissemos por falta de tempo. Ou não foi o tempo?
Por que lutamos tanto até nos cansar e mesmo "vencendo" a nossa batalha ainda nos sentimos derrotados?
O que dói mais: é encarar que o passado já foi e não pode ser mudado ou que o amanhã sempre virá (embora nem sempre temos essa certeza) e outra vez teremos que lutar?
Ou o tempo diminuiu ou nós crescemos demais para ele?
Lembro-me dos dias chuvosos que parecia uma eternidade pra mim. Dos jogos de "tacobol" que levavam tarde tão longas que começavam ensolaradas, corriam nubladas e as vezes terminavam ensoladas?
O que houve com a gente?
Crescemos?
O tempo passou?
Ou nós passamos? De onde? Dos belos momentos da infância para uma vida medíocre e seca. Preocupados em alcançar sei lá o que...
E o tempo? O tempo ainda é mesmo...
E sabe o que me alegre? É que ainda há tempo... Pra tudo, incluse pra ser feliz...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Um comentário:

Anônimo disse...

E sabe o que me alegre? É que ainda há tempo... Pra tudo, incluse pra ser feliz...

Talvez por isso o tempo tenha passado, para que agora todas possam ser felizes de outra maneira, sem que fiquemos a esperar passar as longas tardes chuvosas, ou as brincadeiras de "tacobol" (confesso que eu adorava rsrs). Ah, não se pode somente esperar o tempo chegar, inclusive para ser feliz, esse momento devemos fazer acontecer, para que amanhã (mesmo não tendo certeza de que irá chegar), possamos recordar e sorrir. :)
Júlia B.