terça-feira, 23 de dezembro de 2014

NOSSO BANQUINHO...

O que dizer para quem me faz tão bem?
Para quem me entende como nenhum outro alguém?
Dizer te amo? Seria muito clichê!
Na verdade, sou louquinho por você!
Faz tempo desde o primeiro beijo,
(O tempo passa e eu não mais o vejo...)
Talvez mudei, talvez mudamos,
Não somos mais crianças, mas ainda nos amamos...
Dois anos de casados, que parecem mais de seis,
Não arrependo-me de nada, viveria tudo outra vez...
Ainda vem tanto pela frente,
Tempestades, furacões, torrentes,
Daqui um tempo um herdeiro,
Para selar e provar que é verdadeiro...
Meu amor para com uma tal pequena,
Meiga, linda, chata e serena,
Sem quem não vivo, nem quero viver,
Quem tento todos os dias suas atitudes entender...
Mas não consigo, nem conseguirei,
Então aqui no nosso banquinho, te esperarei,
Para rirmos juntos e também chorar,
No nosso jardim, que sempre vou regar,..
A vida é tão difícil, e tão complicada,
Só que com você não me lembro de mais nada...
Sou grato a Deus por ter você aqui,
Para me fazer lutar, vencer e sorrir...
Obrigado por tudo que a gente já viveu,
E se algum dia eu partir, não o serei mais eu...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

UMA MENSAGEM (OU TRAIÇOEIRA MEMÓRIA)


O que dizer para quem já não tem mais a obrigação de me ouvir? Para quem na verdade conheço tão pouco?
Dizer adeus! Na verdade dizer adeus é fácil, pois todos vocês ainda estão aqui. Difícil será acordar daqui uns dias e ver que todos já se foram, que já não estamos juntos. Alguns estarão por perto, outros já nem tanto...
O gosto da saudade é triste, porque voltar atrás é muito difícil. Perdoe-me a redundância (voltar atrás!). Aliás, perdoem-me por tudo. Perdoem-me a incompetência talvez. Ensinar é muito difícil, embora nem tanto quanto aprender.
Os momentos ruins serão esquecidos. Os desesperos, provas trabalhos, seminários alguns ficarão na memória. Mas a memória, a traiçoeira memória, nos fará pouco a pouco esquecer.
Um novo momento da vida lhes espera. Um mais terrível e difícil talvez. A vida será sempre uma caixinha de surpresas.
Eu deixo que vocês me esquecerem. Vocês podem esquecer uns outros. Só não esqueçam de lutar pelo que querem, de lutar para serem felizes. Não se esqueçam da canção: "cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz".
Cuidado com as "merdas" que vocês podem fazer na vida. Que elas não afetem os outros. As pessoas são muito complicadas. Minha mãe diz que "o coração dos outros é uma terra que ninguém anda". Então, cuidado, qualquer um pode fazer vocês sofrerem. Todos mentem, enganam. O ser humano é muito ruim.
Não tenham medo do amanhã. Existe uma força que nos guia. Existe Deus. Existe a possibilidade de sermos felizes. Existe força. Existe amor. Existem lágrimas. Existe força. Existem vocês. Existem seus rostos, que ficarão para sempre na minha memória, a minha traiçoeira memória...

(Aos meus alunos do 3º ano "A" - Vespertino - da Escola Presbiteriana João Calvino. E por que não dizer do 3º Ano "B" - Vespertino - também?)

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

P.S.: Espero que os da manhã não sintam ciúmes!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

QUANDO NOS TORNAMOS TÃO CÉTICOS?



Quando nos tornamos tão céticos?
Desde quando para tudo precisamos de explicação?
Desde qual dia a nossa fé se tornou menos que nossa razão?
Alguém pode me dizer a data? O dia? Qual foi mesmo o mês? O ano?
Será que só eu choro sozinho em casa, ouvindo 10 vezes a mesma canção?
A partir de qual momento nos tornamos tão vazios?
Eu sei o porquê. E na verdade sei que isso é preciso.
Mas, vocês teólogos, doutores respondam-me em qual maldito momento nos tornamos tão terrenos.
Falamos de coisas terrenas. Tornamo-nos aquilo que sempre lutamos contra.
O amor esfriou? Eu sei. Acreditem: sei mais disso que vocês.
Meu coração e alma insistem em arder quando ouço algo relacionado a DEUS.
Diversas vezes estou em uma igreja lotada, mas sinto que está tudo errado.
Não deveria ser assim. Vou continuar sozinho, sentindo saudades de cantarem e eu sentir a presença DELE.
Não quero ouvir esse “louvor” tão medíocre. Se eu que sou pó e cinza, tenho vontade de vomitar, imagine ELE.
Estarei em casa. Ouvindo aquela canção pela 11ª vez, mas não a última.
Não deserdei. Nem tão pouco vou deixar de ir às nossas reuniões. Apesar de ter convicção de que elas não passarão disso.
Estarei em casa. Se alguém me ouvir. Se alguém sentir a mesma coisa. Você não está sozinho.
Não estamos sozinhos.
Procure-me. Vamos chorar, cantar, gritar juntos, como já o fiz com tantos que aqui já não estão.
Seremos perseguidos.
Não importa: ELE foi também...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

E MESMO QUE...


E mesmo que eu não sinta minhas pernas,
Mesmo que forças já não haja em mim,
Ainda que a dor pareça eterna,
Esse meu caminhar não terá fim.

Dói meu estômago e até os meus braços,
Dói cada parte do meu ser,
Sinto o que tempo (e tudo o que faço),
Foi capaz de me fazer.

Sinto o vento soprar ao contrário,
Aquela brisa já se foi,
Meus sapatos estão precários,
Já nem sei o que vem depois.

Quantas vezes eu quis parar,
E não mais seguir em frente,
Achei que meus ossos iriam quebrar,
Por que tudo piorava de repente...

Eu não vou parar,
Nunca desistirei,
Nem que eu tenha que rastejar,
Sou forte o bastante? Na verdade não sei...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A GENTE PRECISA DE TÃO POUCO PARA SER FELIZ!


Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!
A gente exige tanto do outro, exigimos tanto de nós mesmos.
Tem coisa que não se precisa viver 100 anos para se aprender.
Tem coisas que nunca aprenderemos.
Nem todos iremos à lua, como nem todos são felizes.
Para quê vê-la de perto, tocá-la, pisá-la? Se a lua é tão bonita vista de longe!
Para quê tanto dinheiro? Se a vida acaba em menos de 1 segundo!
A gente tem tantos colegas e tão poucos amigos.
Conhece tantas mulheres, mas só precisa de uma para ser feliz.
Conhece tanto coisa e parece não saber de absolutamente nada...
Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/
P.S.: Sinto que não terminei ainda...

domingo, 20 de julho de 2014

AS MARCAS...


Não adianta querer voltar atrás,
E tentar viver aquela alegria,
O que fomos agora tanto faz,
E é o que aumenta nossa agonia.

Tentar viver o que vivemos?
Tentar amar quem já amamos?
As incertezas que hoje temos,
Será por que tanto mudamos?

Aquela casa não é igual,
Nem mais aquela gente,
Só na mente é real,
Ali está já tudo diferente.

As mesmas coisas sentir?
Estas marcas apagar,
Piscar e estar ali,
Será que algo ia mudar?

Não fazer do mesmo jeito,
E não sentir toda essa dor,
Apagar desse meu peito,
Quem um dia só me usou?

Se voltar resolvesse,
Seria tão fácil sim,
Fazer o que não doesse,
E essa amargura tivesse fim.

Quisera ter poder,
E apagar esse "agora",
Provar para você,
Que nos encontraríamos a esta hora.

Faríamos tudo,
Porque já o fizemos,
Andaríamos meio mundo,
Mas razão não encontraremos.

Por que "quebramos tanto a cara",
E fizemos tanta "merda",
E as marcas não são raras,
Nas costas, cabeça, braços e pernas.

Olhe! Me olhe de verdade,
Há um caminho à nossa espera,
Talvez lá encontraremos a felicidade,
Nunca mais o que a gente era.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

PRISÃO...


Tenho  certeza que um dia,
Quando você abriu a janela,
E o sol já não ardia,
Como todo dia se espera...

Viu que tudo ia dar errado,
Como fora, já não era mais,
O presente, refletiu o passado,
E sair? Já não é capaz...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

domingo, 9 de fevereiro de 2014

E O TEMPO?

O dia está cada vez mais longo,
A noite cada vez mais curta,
E o ontem cada vez mais longe.
O futuro está chegando,
E o presente se torna um passado,
Tão distante que já nem me lembro mais.
Olhando daqui, da minha janela,
Aquela da qual sempre falei,
Ainda parece tudo tão igual.
Ainda choram,
Quebram a cara,
Mentem,
Roubam,
Traem,
Fogem,
Ficam,
Nascem,crescem e morrem...
Talvez o tempo seja o mesmo,
Penso que a gente é que mudou,
A nossa famigerada ânsia de mudar,
Mudou.
Todos vão, pouco a pouco.
O tempo? Não era só uma música:
"Não pára!"

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/