domingo, 20 de julho de 2014

AS MARCAS...


Não adianta querer voltar atrás,
E tentar viver aquela alegria,
O que fomos agora tanto faz,
E é o que aumenta nossa agonia.

Tentar viver o que vivemos?
Tentar amar quem já amamos?
As incertezas que hoje temos,
Será por que tanto mudamos?

Aquela casa não é igual,
Nem mais aquela gente,
Só na mente é real,
Ali está já tudo diferente.

As mesmas coisas sentir?
Estas marcas apagar,
Piscar e estar ali,
Será que algo ia mudar?

Não fazer do mesmo jeito,
E não sentir toda essa dor,
Apagar desse meu peito,
Quem um dia só me usou?

Se voltar resolvesse,
Seria tão fácil sim,
Fazer o que não doesse,
E essa amargura tivesse fim.

Quisera ter poder,
E apagar esse "agora",
Provar para você,
Que nos encontraríamos a esta hora.

Faríamos tudo,
Porque já o fizemos,
Andaríamos meio mundo,
Mas razão não encontraremos.

Por que "quebramos tanto a cara",
E fizemos tanta "merda",
E as marcas não são raras,
Nas costas, cabeça, braços e pernas.

Olhe! Me olhe de verdade,
Há um caminho à nossa espera,
Talvez lá encontraremos a felicidade,
Nunca mais o que a gente era.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

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