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E MESMO QUE...


E mesmo que eu não sinta minhas pernas,
Mesmo que forças já não haja em mim,
Ainda que a dor pareça eterna,
Esse meu caminhar não terá fim.

Dói meu estômago e até os meus braços,
Dói cada parte do meu ser,
Sinto o que tempo (e tudo o que faço),
Foi capaz de me fazer.

Sinto o vento soprar ao contrário,
Aquela brisa já se foi,
Meus sapatos estão precários,
Já nem sei o que vem depois.

Quantas vezes eu quis parar,
E não mais seguir em frente,
Achei que meus ossos iriam quebrar,
Por que tudo piorava de repente...

Eu não vou parar,
Nunca desistirei,
Nem que eu tenha que rastejar,
Sou forte o bastante? Na verdade não sei...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Comentários

Anônimo disse…
pedaços de mim, sempre ira se encontrar. pois onde irei algo de mim ficara, seja em, sorriso ou em uma lagrima..]
Professor Oziel, o senhor escreve muito bem, no dia em que todos irem embora nao se preocupe um pedaco de vc ficara em nos.. abracos.

aluana: Luana Brito

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A GENTE PRECISA DE TÃO POUCO PARA SER FELIZ!

Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!
A gente exige tanto do outro, exigimos tanto de nós mesmos.
Tem coisa que não se precisa viver 100 anos para se aprender.
Tem coisas que nunca aprenderemos.
Nem todos iremos à lua, como nem todos são felizes.
Para quê vê-la de perto, tocá-la, pisá-la? Se a lua é tão bonita vista de longe!
Para quê tanto dinheiro? Se a vida acaba em menos de 1 segundo!
A gente tem tantos colegas e tão poucos amigos.
Conhece tantas mulheres, mas só precisa de uma para ser feliz.
Conhece tanto coisa e parece não saber de absolutamente nada...
Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/
P.S.: Sinto que não terminei ainda...

COTIDIANO...

Estamos jogando nossas horas fora,
Nossa vida fora,
Trocamos amor por poucos centavos.
Vendemos nossa saúde para comprar remédio,
Vendemos a vida,
Para comprar a fuga da morte.
Estamos apressados para ir deixar nossos filhos na escola,
Queremos chegar cedo no trabalho,
Fugimos do trânsito,
Nossos ouvidos não querem ouvir mais música,
Querem o silêncio.
Tomamos tantos comprimidos que eles já nem fazem efeito.
Estamos jogando nossa vida fora,
Pois isso que fazemos não é viver.
Não tomamos mais banho de chuva para não adoecermos,
Mas fazemos hora exata e trabalhamos mais do que deveríamos,
Porque se adoecermos temos como pagar.
Pagaremos outra vida?
Outra chance?
A vida tem um botão para reiniciar?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

JÁ NÃO LEMBRO O QUE COMI...

Estou tão no automático,
Que já nem lembro o que comi,
Um viver dinâmico-estático,
O tempo passou e ainda não percebi.

Meu relógio é o mesmo, de 10 anos atrás,
Mas meu maior segredo,
É meu medo de as horas não sabe mais.

Meus minutos, viraram segundos,
Meus dias, viraram horas,
Já chegou o fim do mundo?
Saberemos quem estava certo agora?

Hoje o dia findará,
E não farei nada do que preciso,
Só sei que preciso lembrar,
Que estou aqui e ainda estou vivo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/