terça-feira, 26 de maio de 2015

NÃO HÁ TEMPO...

De todas as verdades sinceras,
Que vos já disse e escrevi,
Minha alma anseia e espera,
Que guardem esta que hoje "construí".

Não há tempo para sermos melhores filhos,
Amanhã já seremos pais,
Não há tempo para sermos melhores amigos,
Amanhã já não os teremos mais.

Melhores alunos não há como,
Nem ainda melhores professores,
No futuro o trabalho em nossos lombos,
Não terá como amenizar as dores.

Não há tempo para sermos melhores maridos,
Amanhã estaremos tão sós,
Esposas, não poderão ser abrigo,
Ele não poderá mais ouvir sua voz.

Não há tempo crianças,
Para nem ao menos concertar,
Tens alguma esperança?
Os que se foram não mais irão voltar.

Não há tempo amor,
Para sonhar tanto assim,
O que passou, passou,
O futuro é também meu fim.

Sinto muito ser sincero,
Dói tanto essa verdade,
Não há tempo, encerro,
Pra achar razão pra essa tal felicidade.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
ww.ozielpoeta.blogspot.com/

P.S.: Dedico à minha esposa linda, que tem compartilhado uma história comigo há algum tempo. Você sabe que a amo muito. Quando eu não estiver mais aqui, lembre-se que todos os dias tentei ser o melhor que pude. Mas você sabe que não consigo. Sabe que sou tão cheio de defeitos.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

VALE A PENA?

A vida vale a pena?
Vale a pena esse viver?
Todo dia a mesma cena,
Todo dia essa vontade de morrer.

A agonia é constante,
Que bate à janela,
Pois é eterno esse instante,
Essa vida, esse quarto, essa cela.

Vale a pena tudo isso?
Correr atrás do vento?
Se ninguém tem compromisso,
Não se interesse por meu tormento.

Sou sozinho, sozinho estou,
E não escuto quase nada,
Vale a pena sentir amor?
Se a qualquer momento a vida nos é tirada.

Vale a pena eu sorrir?
Quando queria chorar?
Ninguém estará aqui,
Para minhas lágrimas enxugar.

Tenho medo, amigo,
De ser só mais um qualquer,
Que correu tanto perigo,
Mas não sabe quem ele mesmo é.

Vale a pena, estou certo!
Pois nada me desanima,
Morrer? Não. Eu quero é estar perto,
De quem não me enxergou ainda...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/


quinta-feira, 7 de maio de 2015

SOLIDÃO...


O que é solidão?
Para quem já foi deixado pelo próprio pai?
Para um Deus que sentiu-se humano,
E quem sabe por um minuto sentiu-se mortal.
O que é sentir-se abandonado para quem conhecia todas as pessoas do mundo?
Sozinho? Solidão? Abandonado?
Você não sabe o que é nada disso!
Você não viu seu pai calar quando deveria em alta voz te defender
E te salvar da morte!
Seu pai não consentiu em você pagar por um crime que não cometeu!
Não me fale de abandono, se eu vi o mundo desprezar seu criador!
Eu O vi chorar olhando para nós
E nós? Simplesmente viramos as costas,
Quando deveríamos correr para debaixo de suas asas!
Solidão? Não existe!
Você até pode sentir-se só,
até pode sentir-se abandonado,
ELE sabe o que foi estar sozinho!
Por isso mesmo prometeu sempre estar perto,
para nunca experimentarmos de verdade o que é solidão...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/