sexta-feira, 21 de agosto de 2015

NEM SEI...

Essas marcas no meu corpo,
Não lembro quando ganhei,
Essas rugas no meu rosto,
É de um tempo que já nem sei...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

AINDA SOMOS DIVERGENTES?

Que horas são?
Que eu já nem sei.
Onde meus acusadores estão?
Onde daqui a poucos segundos estarei?

Ainda chove?
Ou lá fora está quente?
Restaram oito ou nove?
Ainda somos divergentes?

Meu rosto ainda está molhado,
E não por que choveu,
É por que aqui neste lado,
Ninguém se vendeu.

Não consigo salvá-los,
Sinto muito, mas não posso,
Queriam tanto não só olhá-los,
Esses órfãos? Sempre serão nossos.

Perco-me no tempo,
Não encontro-me nas horas,
E meu maior sofrimento,
É ter medo de ir embora.

Alguém ouve o meu grito?
Ou é o meu que estou ouvido?
Estou sozinho e aflito?
É ilusão ou eles estão vindo?

Estou ali,
Onde ninguém sabe,
Se você me ouvir,
Já encontrei a felicidade.

Meu relógio parou,
Minha boca foi costurada,
Está tudo bem, amor!
Eu deixei o mapa desta estrada.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

NÃO ME PEÇA...

Meu silêncio?
Não importa para vocês!
Como tudo que penso,
Já que quero fazer o que ninguém fez.

Para quê palavras?
Se nada é tão importante?
Se aqueles que tu amavas,
Agora já estão distante?

Meu mundo não é este,
É claro que não sou daqui,
Lutei sozinha para que eu não me perdesse,
E hoje tenho outro motivo para sorrir.

Algo maior me motiva,
Alguém que chamo de Deus,
Até o dia que ele quiser estarei viva,
Vivendo a vida que ele me deu.

Não me julgue tanto assim,
Não procurem me entender,
Aqui dentro de mim,
Definitivamente não depende de você.

Meu silêncio, queridos,
É melhor do que suas conversas,
Tenho dúvidas sobre a palavra amigo,
Responder-te? Não me peça!

Não peçam todos que aqui estão,
Você não tem direitos,
Vocês ensinam sobre o coração?
Ou só querem que sejamos perfeitos?

Esta perfeição que me cansa,
Alienação que nos mata,
Só sou mais uma criança,
Que não diferencia ouro e prata.

Às vezes só queria um abraço,
Outras um perdão,
Ou um pouco do silêncio que eu faço,
Mas que vocês nunca entenderão.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/