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AINDA SOMOS DIVERGENTES?

Que horas são?
Que eu já nem sei.
Onde meus acusadores estão?
Onde daqui a poucos segundos estarei?

Ainda chove?
Ou lá fora está quente?
Restaram oito ou nove?
Ainda somos divergentes?

Meu rosto ainda está molhado,
E não por que choveu,
É por que aqui neste lado,
Ninguém se vendeu.

Não consigo salvá-los,
Sinto muito, mas não posso,
Queriam tanto não só olhá-los,
Esses órfãos? Sempre serão nossos.

Perco-me no tempo,
Não encontro-me nas horas,
E meu maior sofrimento,
É ter medo de ir embora.

Alguém ouve o meu grito?
Ou é o meu que estou ouvido?
Estou sozinho e aflito?
É ilusão ou eles estão vindo?

Estou ali,
Onde ninguém sabe,
Se você me ouvir,
Já encontrei a felicidade.

Meu relógio parou,
Minha boca foi costurada,
Está tudo bem, amor!
Eu deixei o mapa desta estrada.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Comentários

Anônimo disse…
a cada postagem, mais eu amo o que escreve...
a cada ponto e virgula. me torno mais amante de suas poesias.. fique com DEUS.

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A GENTE PRECISA DE TÃO POUCO PARA SER FELIZ!

Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!
A gente exige tanto do outro, exigimos tanto de nós mesmos.
Tem coisa que não se precisa viver 100 anos para se aprender.
Tem coisas que nunca aprenderemos.
Nem todos iremos à lua, como nem todos são felizes.
Para quê vê-la de perto, tocá-la, pisá-la? Se a lua é tão bonita vista de longe!
Para quê tanto dinheiro? Se a vida acaba em menos de 1 segundo!
A gente tem tantos colegas e tão poucos amigos.
Conhece tantas mulheres, mas só precisa de uma para ser feliz.
Conhece tanto coisa e parece não saber de absolutamente nada...
Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/
P.S.: Sinto que não terminei ainda...

ELE ME DEU SENTIDO QUANDO TUDO PARECIA INSEGURO

Ele deu sentido quando tudo parecia inseguro,
Quando tudo não parecia ter saída.
Ele me fez enxergar muito além dos meus olhos.
Estava só, nu e sem face.
E ele me abraçou com tanto carinho.
Vi meu rosto se molhar de lágrimas.
Pela primeira vez lágrimas verdadeiras, lágrimas com sentido.
Fui ao mais profundo que alguém pode ir e lá estava ele,
Sentado ao meu lado, me olhando como se dissesse:
“Eu ainda estou aqui! Você é meu filho, lembra?”
Nunca entendi o que era esse “tal” que tanto me falaram.
Acho que estava apenas iludido.
Entender o seu amor mudou a minha vida!
Ele me fez entender que não importava o que eu fizesse,
Ele continuaria me amando!
E mesmo que eu quisesse ou pedisse para ele me esquecer,
Ele não conseguiria. Ele havia morrido em meu lugar.
Ele me disse que o que valia não era o que havia vivido
E sim o que ele tinha para eu viver.
Vi meu chão cair, minhas convicções caírem,
E principalmente a minha religiosidade.
Aquela religião que havia vedado meus olhos...
Ele falo…

JÁ NÃO LEMBRO O QUE COMI...

Estou tão no automático,
Que já nem lembro o que comi,
Um viver dinâmico-estático,
O tempo passou e ainda não percebi.

Meu relógio é o mesmo, de 10 anos atrás,
Mas meu maior segredo,
É meu medo de as horas não sabe mais.

Meus minutos, viraram segundos,
Meus dias, viraram horas,
Já chegou o fim do mundo?
Saberemos quem estava certo agora?

Hoje o dia findará,
E não farei nada do que preciso,
Só sei que preciso lembrar,
Que estou aqui e ainda estou vivo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/