quarta-feira, 19 de agosto de 2015

AINDA SOMOS DIVERGENTES?

Que horas são?
Que eu já nem sei.
Onde meus acusadores estão?
Onde daqui a poucos segundos estarei?

Ainda chove?
Ou lá fora está quente?
Restaram oito ou nove?
Ainda somos divergentes?

Meu rosto ainda está molhado,
E não por que choveu,
É por que aqui neste lado,
Ninguém se vendeu.

Não consigo salvá-los,
Sinto muito, mas não posso,
Queriam tanto não só olhá-los,
Esses órfãos? Sempre serão nossos.

Perco-me no tempo,
Não encontro-me nas horas,
E meu maior sofrimento,
É ter medo de ir embora.

Alguém ouve o meu grito?
Ou é o meu que estou ouvido?
Estou sozinho e aflito?
É ilusão ou eles estão vindo?

Estou ali,
Onde ninguém sabe,
Se você me ouvir,
Já encontrei a felicidade.

Meu relógio parou,
Minha boca foi costurada,
Está tudo bem, amor!
Eu deixei o mapa desta estrada.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Um comentário:

Anônimo disse...

a cada postagem, mais eu amo o que escreve...
a cada ponto e virgula. me torno mais amante de suas poesias.. fique com DEUS.