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O SOFÁ...

(Sobre minha melhor lembrança da Faculdade, um "sofazinho" na porta da sala de um dos professores)

Lembrei daquele sofá,
Das tantas lembranças,
Das coisa que nem queria lembrar,
Coisa que ainda me cansam.

Lembranças ainda tão fortes,
Tão claras em minha mente,
Hoje sei que entre a vida e a morte,
Sempre existirão fantasmas que atormentarão a gente.

Por tanto dormir,
Lembrei de sonhar,
E você nunca estava ali,
Nem agora pode estar.

Aquele sofá, querida,
Era o que eu tinha de melhor,
Manhãs e tardes sofridas,
Das canções que ainda sei de "cor".

Lembrei de tudo isso,
Por que sempre me incomoda,
Saber tudo que agora preciso,
Um dia tive, mas hoje? É "foda"!

O sofá para mim?
Eu sei o que é!
Pode ser tudo que teve fim,
E que hoje a gente tanto quer...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Comentários

Anônimo disse…
rsrs... Sem palavras
o senhor e mito nas palavras..
sucesso sempre!
Anônimo disse…
Não me canso de ler seus poemas. suas rimas
e seus versos.. pois e neles que ate encontro
inspiração para escrever e a encarar a vida como deve ser!

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A GENTE PRECISA DE TÃO POUCO PARA SER FELIZ!

Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!
A gente exige tanto do outro, exigimos tanto de nós mesmos.
Tem coisa que não se precisa viver 100 anos para se aprender.
Tem coisas que nunca aprenderemos.
Nem todos iremos à lua, como nem todos são felizes.
Para quê vê-la de perto, tocá-la, pisá-la? Se a lua é tão bonita vista de longe!
Para quê tanto dinheiro? Se a vida acaba em menos de 1 segundo!
A gente tem tantos colegas e tão poucos amigos.
Conhece tantas mulheres, mas só precisa de uma para ser feliz.
Conhece tanto coisa e parece não saber de absolutamente nada...
Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/
P.S.: Sinto que não terminei ainda...

COTIDIANO...

Estamos jogando nossas horas fora,
Nossa vida fora,
Trocamos amor por poucos centavos.
Vendemos nossa saúde para comprar remédio,
Vendemos a vida,
Para comprar a fuga da morte.
Estamos apressados para ir deixar nossos filhos na escola,
Queremos chegar cedo no trabalho,
Fugimos do trânsito,
Nossos ouvidos não querem ouvir mais música,
Querem o silêncio.
Tomamos tantos comprimidos que eles já nem fazem efeito.
Estamos jogando nossa vida fora,
Pois isso que fazemos não é viver.
Não tomamos mais banho de chuva para não adoecermos,
Mas fazemos hora exata e trabalhamos mais do que deveríamos,
Porque se adoecermos temos como pagar.
Pagaremos outra vida?
Outra chance?
A vida tem um botão para reiniciar?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

JÁ NÃO LEMBRO O QUE COMI...

Estou tão no automático,
Que já nem lembro o que comi,
Um viver dinâmico-estático,
O tempo passou e ainda não percebi.

Meu relógio é o mesmo, de 10 anos atrás,
Mas meu maior segredo,
É meu medo de as horas não sabe mais.

Meus minutos, viraram segundos,
Meus dias, viraram horas,
Já chegou o fim do mundo?
Saberemos quem estava certo agora?

Hoje o dia findará,
E não farei nada do que preciso,
Só sei que preciso lembrar,
Que estou aqui e ainda estou vivo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/