quarta-feira, 13 de abril de 2016

QUANTOS?


Quantos "eu te amo" já não foram ditos?
E quantos foram realmente sinceros?
Quantos abraços eram malditos?
E os "até logo" que eu já nem espero?

Quantas palavras bonitas,
Sussurradas ao "pé do ouvido"?
Quantas "promessas eternas" finitas?
E tantos pedaços de um "coração partido".

Quantos "brincaram"?
Sem nem saber quem são?
"Crianças" que só se mascararam,
E não voltaram para pedir perdão?

Quantos beijos tão "quentes"?
E que pareciam "de verdade"?
Que "mexiam" com a gente,
E nos faziam achar que aquilo era felicidade.

Quantos "sonhos" a dois,
Que na verdade eram só meu,
É possível em tão pouco depois,
Que aquele encanto se perdeu?

Quantos? Me diz?
Que eu nem consigo contar?
Que acham que descobriram o que é ser feliz?
E não entendem nadado que é amar?

Quantos pedidos de desculpa,
Que eram da boca para fora?
Que na verdade não mudaram nunca,
E que não consigo contar agora?

Algo existiu?
Realmente vivemos aquilo?
E meus pensamentos mil,
Não me deixam ficar tranquilo.

Não que os números faça diferença,
Só queria contar nos dedos,
A quantidade é tão imensa?
Tão grande quanto meus próprios medos?

Quantos vão te ouvir?
E também irão tentar?
Enumerar tudo isso aqui?
E outra vez "se" enganar?

Não me diga nada,
Nem olhe para mim,
Porque a palavra "só falada",
Não é tão importante assim...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

segunda-feira, 4 de abril de 2016

"A MÁQUINA EXTRAVIADA"...

As vozes do silêncio,
Os diálogos tão eternos,
As palavras que não penso,
Os distantes assim tão perto.

As tecnologias que dominam,
A vida virtual,
Um mundo que não ensina,
Como viver o bem, e sofrer o mal.

Nessa vida tão fingida,
Que a verdade não é nada,
Por que nós o seremos ainda,
"A máquina extraviada".

Pois nós nos tornaremos,
Aquilo que nos levou à escuridão,
Porque de tão virtuais que vivemos,
Nossos amigos aqui não estarão.

A nossa vida de postagem,
Que nem sempre é de verdade,
Já que tudo é de passagem,
E é tão efêmera, a felicidade?

Extraviamo-nos, querida!
E o que somos já nem sei,
E tão rápido passa a vida,
E nem nas postagens, estarei.

Perdi-me nesta tela,
E perdi tanto tempo,
E hoje aqui sem ela,
Daria tudo por aquele momento.

Mas perdi-me em mim,
E nem consigo me encontrar,
E este grito aqui sem fim,
Por favor, querida! Não se deixe extraviar...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

P.S.: O título é referência ao conto "A máquina extraviada", de José J. Veiga.

domingo, 3 de abril de 2016

DE TI TANTO PRECISO...

Como dizer adeus?
Se sua presença é tão importante?
Se ao seu lado é que sou mais "eu"?
E agora vais, para tão, tão distante.

Aprendi a tê-la perto,
A cuidar tão bem de mim,
E agora está tão incerto,
Meu castelo de areia teve fim?

Se minhas forças tiro de você?
Se seu abraço é bem melhor?
Contigo aprendi o que é viver,
E as canções que sei de cor?

Não posso dizer que não sentirei saudades,
Nem que tão pouco chorarei,
Sinto doer de verdade,
E as minhas lágrimas não segurarei.

Vai e não me esqueça,
Serei sempre sua menina,
E sem avisar, se quiser, apareça,
Pois mesmo distante te amarei ainda.

Sinto já saudades, querido,
E essa "coisa" que corrói,
Do meu pai, e sempre amigo,
Porque dizer até logo, como dói!

Leve meu abraço,
E não esqueça meu sorriso,
Seguirei meus próprios passos,
Só não esqueça que te ti tanto preciso.

Um beijo na alma,
Um abraço ao coração,
Amanhã estarei calma,
E se já te feri: perdão!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/