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"A MÁQUINA EXTRAVIADA"...

As vozes do silêncio,
Os diálogos tão eternos,
As palavras que não penso,
Os distantes assim tão perto.

As tecnologias que dominam,
A vida virtual,
Um mundo que não ensina,
Como viver o bem, e sofrer o mal.

Nessa vida tão fingida,
Que a verdade não é nada,
Por que nós o seremos ainda,
"A máquina extraviada".

Pois nós nos tornaremos,
Aquilo que nos levou à escuridão,
Porque de tão virtuais que vivemos,
Nossos amigos aqui não estarão.

A nossa vida de postagem,
Que nem sempre é de verdade,
Já que tudo é de passagem,
E é tão efêmera, a felicidade?

Extraviamo-nos, querida!
E o que somos já nem sei,
E tão rápido passa a vida,
E nem nas postagens, estarei.

Perdi-me nesta tela,
E perdi tanto tempo,
E hoje aqui sem ela,
Daria tudo por aquele momento.

Mas perdi-me em mim,
E nem consigo me encontrar,
E este grito aqui sem fim,
Por favor, querida! Não se deixe extraviar...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

P.S.: O título é referência ao conto "A máquina extraviada", de José J. Veiga.

Comentários

Anônimo disse…
Belíssima poesia senhor oziel

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A GENTE PRECISA DE TÃO POUCO PARA SER FELIZ!

Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!
A gente exige tanto do outro, exigimos tanto de nós mesmos.
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Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/
P.S.: Sinto que não terminei ainda...

COTIDIANO...

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Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

JÁ NÃO LEMBRO O QUE COMI...

Estou tão no automático,
Que já nem lembro o que comi,
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É meu medo de as horas não sabe mais.

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Meus dias, viraram horas,
Já chegou o fim do mundo?
Saberemos quem estava certo agora?

Hoje o dia findará,
E não farei nada do que preciso,
Só sei que preciso lembrar,
Que estou aqui e ainda estou vivo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/