quinta-feira, 30 de junho de 2016

TANTAS E QUANTAS VEZES...

Tantas vezes me escondi,
Atrás de um batom,
Tantas, que até esqueci,
Daqueles tantos momentos bons.

Quantas vezes minha máscara foi a maquiagem,
Tantas que já nem sei,
Quantas minha alegria era só uma miragem,
E de tantas não mais esquecerei.

Tantas vezes meu sorriso,
Era só uma cortina,
Que escondia a lágrimas que derramar preciso,
E que amanhã precisarei ainda.

Quantas vezes já me olharam assim de lado,
Dizendo "que vida boa ela tem",
Mas nunca entenderão o meu passado,
E que as vezes aqui, não há ninguém.

Tantas vezes me perdi,
Tentando me encontrar,
Em qual momento esqueci?
Como se faz pra apagar.

Quantas vezes tive medo,
De descobrirem quem eu sou,
E agora que já não é mais tão cedo,
Escondida aqui ainda estou.

Tantas vezes meu amigo,
Eu não podia nem chorar,
Quem é fraco corre perigo,
Mas quem é forte, fraco está.

Quantas vezes que eu não posso,
Dizer o que já fiz,
Só sei que nesse mundo doido que é o nosso,
Depois de amanhã? Estarei bem mais feliz...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Um comentário:

Anônimo disse...

muito bom o texto, uma realidade ou apenas uma ficção.