quarta-feira, 21 de setembro de 2016

EU TENHO UMA UTOPIA...

Eu tenho uma utopia. Sonho com um mundo completamente diferente. Embora, senhores, eu não sou nada otimista. Não um mundo sem problemas. Isso seria muito chato.
Sonho com um mundo em que meninas (física e psicologicamente crianças) não precisem amarrar suas capas de frio na cintura para que não sejam cobiçadas ou recebam as chamadas cantadas, que mais são uma ofensa.
Sonho com um mundo sem homens e mulheres doentes que aliciam menores.
Sonho com crianças correndo na rua, sem medo do carro preto.
Queria tanto que as crianças pudessem confiar no tio e na tia. Mas não crianças, vocês não podem! Definitivamente não podem. Os tios e tias, amores, são doentes.
Eu tenho uma utopia. Que abraços fossem apenas abraços. Que dois corpos se abraçando demonstrasse o amor mais puro que possa existir nessa vida. Que não tivesse o risco da mão boba e das segundas intenções.
Um mundo em que maníacos não tocassem nos seios de meninas indefesas. E que meninos também não fossem um alvo.
No meu mundo, senhores, pessoas assim não existiriam. Pessoas assim, crianças, não merecem viver.
Eu tenho uma utopia. Sonho apenas com um mundo completamente diferente.
Um mundo em que EU TE AMO seja dito a todo instante. E cada vez que fosse dito, fosse a mais pura verdade.
Sonho com um mundo em que as amizades sejam sinceras.
Eu queria um mundo em que os relacionamentos não fossem tão rotativos. E que não houvesse o desejo exacerbado de correr atrás de novos relacionamentos.
Sonho com o mundo no qual os jovens saibam seu potencial. Que eles enxergassem a bomba relógio que são e descobrissem a capacidade terrivelmente única de mudar o mundo.
Eu tenho uma utopia. Sonho tão somente com um mundo completamente diferente.
Um mundo que eu não tivesse que sorrir, quando estou a chorar. Um lugar que não me cause tanto medo...


Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Um comentário:

Anônimo disse...

EXCELENTE!
Eu também tenho uma "utopia"..
que tudo neste pequeno texto , pudesse algum dia se tornar uma realidade mais verdadeira.
Parabéns, Oziel Soares EXCELENTE texto.