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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

ATÉ QUANDO LAUDOS NOS COLOCARÃO LIMITES...

Até quando permitiremos que nos digam quem somos?
Até quando laudos nos colocarão limites?
Até quando para o mundo seremos quase gnomos?
Até quando sobre nós terão tantos palpites?

Até quando seremos dois?
O que vemos e o que eles veem em nós?
Até quando deixaremos pra depois,
Aquela tentativa de que escutem nossa voz?

Até quando nos dominará a ansiedade?
E o medo for nosso maior aliado?
Até quando nos exigirão buscar a felicidade?
Sem que nem eles a tenham encontrado?

Até quando nosso rosto assim tão belo,
Pra ser amado não será suficiente?
Até quando nos prenderão na mais alta torre do castelo?
E nos tratarão como um doente?

Até quando tomarei remédios,
Eles só me fazem piorar,
Eles só escondem esse meu tédio,
E minha vontade de sair pra não mais voltar.

Até quando essa tortura?
E toda essa cobrança?
Não! Não estou à beira da loucura,
E na verdade, eu já não sou mais uma criança...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

ESTAR AÍ, MAIS NADA...

Às vezes eu só preciso,
E o que quero é voltar pra casa,
Em silêncio, ao teu lado e no teu abraço ter abrigo,
Estar aí, mais nada.

Aqui fora às vezes é tão difícil,
E eu sei o quanto aguento,
Sou mais seguro que qualquer edifício,
Mas só você acalma meu tormento.

Aí é sempre tão seguro,
Nossa casa, que nem é nossa, é tão perfeita,
Sei que não são só os muros,
Sei que estou protegido, quando você ao meu lado deita.

Me espera, viu?
Voltarei sempre na mesma hora,
E se meu coração você não ouviu,
Ele disse: queria não ter que sair agora...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

P.S.: Está chegando, Tayra Furtado: 5 anos de casados...

COTIDIANO...

Estamos jogando nossas horas fora,
Nossa vida fora,
Trocamos amor por poucos centavos.
Vendemos nossa saúde para comprar remédio,
Vendemos a vida,
Para comprar a fuga da morte.
Estamos apressados para ir deixar nossos filhos na escola,
Queremos chegar cedo no trabalho,
Fugimos do trânsito,
Nossos ouvidos não querem ouvir mais música,
Querem o silêncio.
Tomamos tantos comprimidos que eles já nem fazem efeito.
Estamos jogando nossa vida fora,
Pois isso que fazemos não é viver.
Não tomamos mais banho de chuva para não adoecermos,
Mas fazemos hora exata e trabalhamos mais do que deveríamos,
Porque se adoecermos temos como pagar.
Pagaremos outra vida?
Outra chance?
A vida tem um botão para reiniciar?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/