quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TANTA COISA...


Na verdade não sei,
O que estou prestes a escrever,
Talvez o relato de lágrimas que chorei,
Ou de coisas que não consigo entender.

Já feri tanto as pessoas,
Não consegui cumprir várias promessas,
Já me feriram mesmo com intenções boas,
Já perdi tempo em inúteis conversas.

Fiz coisas que não consigo fazer mais,
Já senti tanto medo a ponto de chorar,
Cantei canções tão especiais,
Hoje já não consigo nem ao menos cantar.

Deixei verdades que eram absolutas,
Alguns que me amaram deixei pra trás também,
Não entendo como contra o futuro a gente luta,
E comigo agora parece não ter ninguém.

As vezes preciso ficar sozinho,
As vezes não quero fazer nada,
As vezes páro no caminho,
E é tão difícil prosseguir a caminhada.

As vezes queria voltar,
Àquele passado que me fez tão feliz,
Mas não consigo! Não dá!
Pois nada aconteceu como eu quis.

Talvez essa seja uma daquelas,
Crises existenciais,
Mas me dói ter sido levado as coisas mais belas,
E mudar meu passado já não posso mais.

Tem tanta coisa que dói aqui,
Tantos medos acumulados,
Tantas dúvidas envolvem meu existir,
É tanta gente que não vou deixar de lado.

Espero não acordar amanhã,
E apenas tudo ter ficado pra trás,
Pois aquelas coisas pra muitos são vãs,
Mas pra eu perdê-las? Dói demais...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

2 comentários:

Anônimo disse...

Este me surpreendeu ;*
Júlia B.

João Carlos de Souza Ribeiro disse...

Poesia em tom confessional; algo como cascata, que derrama sem querer; algo como torrente, que lava a alma e o coração sem doer! Belas e plangentes palavras; nobre e imensurável energia, que é o teu espírito, poeta! Poeta das horas de dor, poeta das horas de amor! E viva a Poesia!