sexta-feira, 16 de setembro de 2011

E CHOVE...

Olha! Está chovendo lá fora! Ah! Chuvas nem sempre são tão inocentes. Os pedaços de gelo se chocam com o teto daqui de casa. Meu teto? Sim, é de vidro! As paredes tremem com o bater das águas. E agora? Sinto-me como aquela criança que corria para perto da mãe ou pai com medo do barulho do trovão – eles não estão aqui! Mesmo assim corro para a porta para ver a beleza do raio que cortava o céu lá fora. E os pingos doem tanto! Confesso-te ter vontade de me esconder debaixo da cama. Aquela cama que quase toda noite ao dormir sobre ela, eu sonhava contigo e/ou pensava em ti. Confesso, a chuva me traz de volta seu rosto, seu toque e seu perfume. Os químicos me diriam como? “– A água é insípida, incolor e inodora”. Mentira! A água da chuva é tão diferente. Quem nunca sentiu o amargo, não viu a negrura e o perfume da chuva? Quem nunca deixou que juntos com as águas deixassem algumas lágrimas dos olhos. Aliás, parece até que você nunca chorou! Não por minha causa. A chuva me trouxe você! Sei há lugares que não chovem nessa época; acredito às vezes que há aqueles que nunca chovem. Choveu aqui. Confesso-te outra vez: “Ainda chove lá fora...”.


12/09/2011
Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa, que lindo!
Fiquei encantada com este *-*
Confesso que tenho um certo medo da chuva, chuvas fortes, mas também amo contemplar a beleza dela, os relampagos e trovões assustam-me, mas o vento que me toca me acalma.
A chuva também me traz lembranças, boas/ruins, enfim, é uma dádiva...
bjos
Aguardo mais post's.
JúliaB.