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ESTOU CANSADO...


Eu preciso mudar. Definitivamente. Estou cansado dessa gente. Que finge que ama, que adora. Estou cansado de olhar no espelho e ver que não cresci. Que sou a mesma criança boba de 15 anos atrás. Parece que não aprendi nada, e o tempo que passou parece não ter servido de nada. Estou com medo. Estou com frio. Já me feri tanto tentando ser o que sempre fui. Não chorar, não sofrer. E sempre determino chorando e sofrendo. Tento não ferir, não magoar. Acabo ferindo e magoando. Preciso mudar. Minhas atitudes, meu modo de ser. Gosto do que penso, do faço e às vezes do que sou. Mas não dá mais. Preciso muito mudar. Por mim, pelos outros, por você... Ainda serei o mesmo, prometo. Ainda amarei da mesma forma. Desculpa-me! Preciso tanto mudar. Não consigo mais seguir assim. Está doendo muito. Não sei se suportaria por muitos anos. Serei sempre o menino que aprecia a chuva, que gosta de sorvete, que chorou ao assistir ”Antes que o dia termine”, que não sabe nada, que odeia futebol (verdade!), e que quando diz que ama, é a mais pura verdade. Ainda serei o mesmo apesar de meu cabelo não ser mais tão penteado. Não uso mais aqueles “conjuntinhos”. Não sou mais fã dos “bananas de pijamas” e nem tenho mais meu sinto do piu-piu (acredita me roubaram faz uns 9 anos). Eu insisto em querer ser diferente, em fazer diferente.
Acredito sempre nas pessoas, e tento encontrar nelas algo bom. Sempre achei que todo mundo tem um lado bom, alguma coisa boa. Mas acabo me machucando, pois o coração das pessoas é tão cheio de maldade. Perdoe-me, preciso mudar. Minhas forças sem esgotaram. Lutei contra tudo. Andei contra o vento, naveguei nas mais terríveis tempestades, caminhei no mais solitário deserto. Estou aqui! É! Ainda estou! Mas até quando conseguirei fingir que está tudo bem e a mesmice me incomoda. Que o medo, a falsidade, o desamor e a maldade são as coisas que mais detesto.
Perdoe-me, preciso mudar. Estou cansado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Comentários

Parece que o poeta está no mundo de todo mundo. As pessoas são diferentes, as coisas são diferentes daquelas descritas pelo eulírico, mas os sentimentos são idênticos, então, salve os poetas, que nos fazem lembrar de coisas maravilhosas em qualquer época da vida...

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A GENTE PRECISA DE TÃO POUCO PARA SER FELIZ!

Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!
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Tem coisas que nunca aprenderemos.
Nem todos iremos à lua, como nem todos são felizes.
Para quê vê-la de perto, tocá-la, pisá-la? Se a lua é tão bonita vista de longe!
Para quê tanto dinheiro? Se a vida acaba em menos de 1 segundo!
A gente tem tantos colegas e tão poucos amigos.
Conhece tantas mulheres, mas só precisa de uma para ser feliz.
Conhece tanto coisa e parece não saber de absolutamente nada...
Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/
P.S.: Sinto que não terminei ainda...

ELE ME DEU SENTIDO QUANDO TUDO PARECIA INSEGURO

Ele deu sentido quando tudo parecia inseguro,
Quando tudo não parecia ter saída.
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Estava só, nu e sem face.
E ele me abraçou com tanto carinho.
Vi meu rosto se molhar de lágrimas.
Pela primeira vez lágrimas verdadeiras, lágrimas com sentido.
Fui ao mais profundo que alguém pode ir e lá estava ele,
Sentado ao meu lado, me olhando como se dissesse:
“Eu ainda estou aqui! Você é meu filho, lembra?”
Nunca entendi o que era esse “tal” que tanto me falaram.
Acho que estava apenas iludido.
Entender o seu amor mudou a minha vida!
Ele me fez entender que não importava o que eu fizesse,
Ele continuaria me amando!
E mesmo que eu quisesse ou pedisse para ele me esquecer,
Ele não conseguiria. Ele havia morrido em meu lugar.
Ele me disse que o que valia não era o que havia vivido
E sim o que ele tinha para eu viver.
Vi meu chão cair, minhas convicções caírem,
E principalmente a minha religiosidade.
Aquela religião que havia vedado meus olhos...
Ele falo…

JÁ NÃO LEMBRO O QUE COMI...

Estou tão no automático,
Que já nem lembro o que comi,
Um viver dinâmico-estático,
O tempo passou e ainda não percebi.

Meu relógio é o mesmo, de 10 anos atrás,
Mas meu maior segredo,
É meu medo de as horas não sabe mais.

Meus minutos, viraram segundos,
Meus dias, viraram horas,
Já chegou o fim do mundo?
Saberemos quem estava certo agora?

Hoje o dia findará,
E não farei nada do que preciso,
Só sei que preciso lembrar,
Que estou aqui e ainda estou vivo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/