quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ESTOU CANSADO...


Eu preciso mudar. Definitivamente. Estou cansado dessa gente. Que finge que ama, que adora. Estou cansado de olhar no espelho e ver que não cresci. Que sou a mesma criança boba de 15 anos atrás. Parece que não aprendi nada, e o tempo que passou parece não ter servido de nada. Estou com medo. Estou com frio. Já me feri tanto tentando ser o que sempre fui. Não chorar, não sofrer. E sempre determino chorando e sofrendo. Tento não ferir, não magoar. Acabo ferindo e magoando. Preciso mudar. Minhas atitudes, meu modo de ser. Gosto do que penso, do faço e às vezes do que sou. Mas não dá mais. Preciso muito mudar. Por mim, pelos outros, por você... Ainda serei o mesmo, prometo. Ainda amarei da mesma forma. Desculpa-me! Preciso tanto mudar. Não consigo mais seguir assim. Está doendo muito. Não sei se suportaria por muitos anos. Serei sempre o menino que aprecia a chuva, que gosta de sorvete, que chorou ao assistir ”Antes que o dia termine”, que não sabe nada, que odeia futebol (verdade!), e que quando diz que ama, é a mais pura verdade. Ainda serei o mesmo apesar de meu cabelo não ser mais tão penteado. Não uso mais aqueles “conjuntinhos”. Não sou mais fã dos “bananas de pijamas” e nem tenho mais meu sinto do piu-piu (acredita me roubaram faz uns 9 anos). Eu insisto em querer ser diferente, em fazer diferente.
Acredito sempre nas pessoas, e tento encontrar nelas algo bom. Sempre achei que todo mundo tem um lado bom, alguma coisa boa. Mas acabo me machucando, pois o coração das pessoas é tão cheio de maldade. Perdoe-me, preciso mudar. Minhas forças sem esgotaram. Lutei contra tudo. Andei contra o vento, naveguei nas mais terríveis tempestades, caminhei no mais solitário deserto. Estou aqui! É! Ainda estou! Mas até quando conseguirei fingir que está tudo bem e a mesmice me incomoda. Que o medo, a falsidade, o desamor e a maldade são as coisas que mais detesto.
Perdoe-me, preciso mudar. Estou cansado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Um comentário:

Josué de Freitas disse...

Parece que o poeta está no mundo de todo mundo. As pessoas são diferentes, as coisas são diferentes daquelas descritas pelo eulírico, mas os sentimentos são idênticos, então, salve os poetas, que nos fazem lembrar de coisas maravilhosas em qualquer época da vida...