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TÃO DIFERENTE...

Só hoje tive coragem de voltar,
Mas percebi que eu já não estava mais lá.
É tão difícil voltar e perceber,
O que foi um dia, o que foi você.
Doeu tanto olhar e não ver ninguém,
Embora aqueles dias nem me fizeram assim tão bem.
Quando vi o que vivi e o que sou agora,
Foi assim que entendi, por que foi tão fácil ir embora.
Agora sinto saudade, de toda aquela gente,
Embora eu me sinta assim, tão diferente.
O grito não saiu, o silêncio ecoou,
Quando a gente partiu, nem sequer chorou.
O que eu faria se voltasse atrás?
Melhor seria? Ou sofreria muito mais?
Diz-me se vale a pena, essa minha desilusão,
Ninguém sequer nem lembra! Foi tudo em vão?
Muitos anos parecem que já se passaram,
Sinto que nem um pouquinho vocês deixaram!
Foram-se assim, tão completos,
O que ficou de mim? Não fiz nada certo.
Estou aqui, como tantas outras vezes,
Continuo a sorrir, e já se passaram tantos meses,
Neste caminho o que leva é só saudade,
Confesso que me sinto tão sozinho, mas à procura da felicidade,
Perdão!  (bem baixinho) Para mim era tudo verdade...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

Comentários

Mara Cardoso disse…
é uma linda poesia .gostariar de poder saber mais de ti eu não o o conhecia foi por acaso que vi e é realmente muito bom vi é gostei obrigada boa noite,,

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A GENTE PRECISA DE TÃO POUCO PARA SER FELIZ!

Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!
A gente exige tanto do outro, exigimos tanto de nós mesmos.
Tem coisa que não se precisa viver 100 anos para se aprender.
Tem coisas que nunca aprenderemos.
Nem todos iremos à lua, como nem todos são felizes.
Para quê vê-la de perto, tocá-la, pisá-la? Se a lua é tão bonita vista de longe!
Para quê tanto dinheiro? Se a vida acaba em menos de 1 segundo!
A gente tem tantos colegas e tão poucos amigos.
Conhece tantas mulheres, mas só precisa de uma para ser feliz.
Conhece tanto coisa e parece não saber de absolutamente nada...
Sabe, a gente precisa de tão pouco para ser feliz!
Tão pouco para se sentir amado!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/
P.S.: Sinto que não terminei ainda...

COTIDIANO...

Estamos jogando nossas horas fora,
Nossa vida fora,
Trocamos amor por poucos centavos.
Vendemos nossa saúde para comprar remédio,
Vendemos a vida,
Para comprar a fuga da morte.
Estamos apressados para ir deixar nossos filhos na escola,
Queremos chegar cedo no trabalho,
Fugimos do trânsito,
Nossos ouvidos não querem ouvir mais música,
Querem o silêncio.
Tomamos tantos comprimidos que eles já nem fazem efeito.
Estamos jogando nossa vida fora,
Pois isso que fazemos não é viver.
Não tomamos mais banho de chuva para não adoecermos,
Mas fazemos hora exata e trabalhamos mais do que deveríamos,
Porque se adoecermos temos como pagar.
Pagaremos outra vida?
Outra chance?
A vida tem um botão para reiniciar?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

JÁ NÃO LEMBRO O QUE COMI...

Estou tão no automático,
Que já nem lembro o que comi,
Um viver dinâmico-estático,
O tempo passou e ainda não percebi.

Meu relógio é o mesmo, de 10 anos atrás,
Mas meu maior segredo,
É meu medo de as horas não sabe mais.

Meus minutos, viraram segundos,
Meus dias, viraram horas,
Já chegou o fim do mundo?
Saberemos quem estava certo agora?

Hoje o dia findará,
E não farei nada do que preciso,
Só sei que preciso lembrar,
Que estou aqui e ainda estou vivo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/