quinta-feira, 7 de setembro de 2017

É POR SONHO QUE SE VIVE...

Como corre atrás,
De algo que não é para mim?
Como ter que fazer sempre um pouco mais,
E lutar por essa mentira que parece que nunca terá fim?

Como deixar de lado os meus sonhos,
Se no fundo é tudo aquilo que sou?
E os que me obrigam, nunca viveram nem os seus,
E me arrancam a chance de fazer algo por amor!

Como fugir dessa prisão,
Se foi nela que nasci?
Ser mais um na multidão?
Sendo aquilo que não escolhi!

Como lutar se estou sozinho?
Se meu sonho não importa?
Se nessa estrada que caminho,
Sempre parecem fechadas todas as portas?

Como travar uma guerra já vencida?
Eles não veem o quanto estou aflito?
E não é minha esta vida?
Ou eles não ouvem, embora sempre grito?

Sairei desta gaiola?
Seria talvez assim tão livre?
Eles entenderão a qualquer hora,
Que é por sonhos que se vive?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

AOS BIÓLOGOS DE AGORA (E ÀQUELES QUE AINDA VÊM)...

Aos que da vida,
Entendem o verdadeiro sentido,
Aos que lutam ainda,
Para que não perca um único ser vivo.

Àqueles que não têm medo do escuro,
Que é lá que tudo acontece,
E sabem que para descobrir há um mundo,
E que na natureza, quem é forte prevalece.

Aos que sabem que o tempo,
Breve findará,
Se talvez nesse momento,
Os braços a gente não cruzar.

Porque sabem que nada,
Nasça talvez em vão,
E cada árvore derrubada,
Era parte desse chão.

Aos que choram,
Por cada espécie que se foi,
E que ao mundo sempre imploram,
“Façamos algo, ou sofreremos depois”.

Aos biólogos de agora,
E àqueles que ainda vêm,
Obrigado por nos fazer ver a aurora,
E nos ensinar as belezas que a vida tem...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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domingo, 13 de agosto de 2017

AMANHÃ LEMBRAREI AINDA...

(Àqueles que têm seus pais biológicos distantes)

Deus, hoje minha carta é tão dura,
Não quero pedir nada por m
im,
E como ainda sou uma criança imatura,
Perdoe-me por ser tão sincero assim.

Hoje é dia dos pais,
Uma figura, nesse mundo, tão importante,
Escrevo não por aqueles que já não o têm mais,
Mas por aqueles que sempre o tiveram tão distante.

Eles precisaram dele um dia,
Mas ninguém estava lá,
Para proteger daquela agonia,
Só aquele vazio fez aumentar.

É que existem vazios,
Que nada pode preencher,
Ausências que nos tornam tão frios,
E nos destroem sem a gente perceber.

Alguns apenas nos geraram,
E onde estão eu já nem sei,
Alguns nunca nos ligaram,
"Até seu rosto, hoje quase não lembrei!"

"Como esqueceu a mim?"
"Eu que nada tive culpa?"
"Minha saudade nunca terá fim!"
"Como vencerei nessa vida tão maluca?"

"Eu já tive o abraço,
Embora agora nada é igual!"
"Ele não me viu dar o primeiro passo,
Nem saberá o que serei afinal!"

A saudade não se finda,
A dor continuará doendo,
"Amanhã lembrarei ainda,
E sem meu pai continuarei vivendo".

A figura de um pai,
Eles não sabem o que é isso,
E nesse dia que já se vai,
"Deus, seja apenas paz de que tanto preciso"...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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terça-feira, 18 de julho de 2017

JÁ NÃO LEMBRO O QUE COMI...

Estou tão no automático,
Que já nem lembro o que comi,
Um viver dinâmico-estático,
O tempo passou e ainda não percebi.

Meu relógio é o mesmo, de 10 anos atrás,
Mas meu maior segredo,
É meu medo de as horas não sabe mais.

Meus minutos, viraram segundos,
Meus dias, viraram horas,
Já chegou o fim do mundo?
Saberemos quem estava certo agora?

Hoje o dia findará,
E não farei nada do que preciso,
Só sei que preciso lembrar,
Que estou aqui e ainda estou vivo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sexta-feira, 30 de junho de 2017

DEUS EXISTE NO SILÊNCIO...

Deus existe no silêncio.
Não está nas canções bonitas.
Nos passos, campanhas, maneiras, etapas rumo ao nada.
Não está no avivamento, nas celebrações formais ou nas novas formas do que chamam adoração.
Deus não está nos púlpitos, nos palcos, na sacristia, no altar.
Deus, muitas vezes, não está em nós.
Não está em nossas pregações, sermões, bate-papos, palavra forte e profecias.
Sim, Deus não está nas nossas profecias.
Elas são nossas profecias apenas.
Deus não está em nada que é nosso.
Nossas igrejas, nossa teologia, nossos templos, nossa doutrina, nossos cultos, nossos encontros, nossas conferências.
Deus habita naquilo que não é nosso.
Naquilo que não entendemos. Não sentimos. Não criamos. Não controlamos. Não transformamos. Não ouvimos.
Deus existe no silêncio...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sábado, 17 de junho de 2017

MINHAS VIAGENS...

Para onde mais longe fui,
Nunca precisei sair do lugar,
Onde nada me exclui,
De onde ninguém pode me magoar.

Minhas maiores viagens,
As mais perfeitas que já fiz,
Talvez foram só miragens,
Mas lá descobri o que é ser feliz.

Não terei tempo,
De ir a tantos "cantos",
Não viverei tantos momentos,
Embora eu deseje tanto.

Só sei que vivo o aqui,
Alguém já disse que o que importa é agora,
Não importa onde podemos ir,
Ou onde estaremos daqui a poucas horas.

Minhas viagens mais perfeitas,
Foram a lugares que não existem,
Lá maldades não são feitas,
Não há dor, nem pessoas tristes.

Sempre serei um viajante,
A lugares diferentes,
A um lugar tão, tão distante,
Que não cabe no mundo da gente...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

UM DIA SEREMOS IGUAIS A VOCÊ...

(Para Karoliny Andrade de Oliveira, por seu aniversário dia 03 de junho de 2017)
Um dia, todos entenderemos o propósito da vida. Nesse dia, faremos dela algo muito maior.
Um dia teremos um mesmo coração. Nele baterá forte o desejo de fazer algo mais.
Um dia dormiremos em nossas camas, lembrando daqueles que não têm onde recostar suas cabeças. Festejaremos após ter levado pão àqueles que passavam fome.
Um dia não desistiremos dos nossos sonhos. Entenderemos que a concretização deles mudará a vida de muita gente.
Um dia choraremos com nossa impotência ante as enfermidades do corpo.
Um dia vamos desejar que o amanhã seja melhor. Sonharemos os sonhos dos outros, por que no fundo nosso sonho é realizar sonhos.
Um dia seremos fada, anjo, gênio da lâmpada e quase um deus para quem precisar.
Um dia teremos esse coração.
Nesse dia, seremos iguais a você...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 1 de junho de 2017

SEMPRE...


Sempre fazendo a coisa errada,
Sempre fazendo o que não devia,
Sempre quebrando a cara,
E outra vez a procura de alegria.

Outra vez mentindo,
Outra vez sorrindo sem querer,
Outra vez quase desistindo,
E quase sempre sem me entender.

Quase sempre fazendo o que os outros querem,
Quase sempre sendo a mesma marionete,
Quase sempre amando quem tanto me fere,
Sempre achando que em mim não há nada que preste.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sábado, 1 de abril de 2017

UMA LEMBRANÇA NA ESTANTE ("Nada será tão importante")

Eu já vi a morte de frente,
E ela até sorriu,
Esperava que ela dissesse: Venha, entre!
Porém, aos poucos ela fugiu.

Solidão, a minha amiga,
A mim nunca deixou,
Permaneceu como uma ferida,
E outra vez me abraçou.

Olhei para trás,
E tudo parecia tão distante,
Pois quando a gente pensa que pode ir um pouco mais,
Não deveria ir mais adiante.

Marquei meu corpo,
Com marcas que na minha alma haviam,
Cortei os braços, para alguns sou louco,
É por que não sabem o que eu sentia.

A loucura?
Ela um dia me beijou,
Como uma velha amante imatura,
Não imaginas quanto tempo ela ficou.

Porém um dia,
"Nada será tão importante",
Porque aquilo que eu sofria,
Será uma lembrança na estante.

Levarei sempre comigo,
Aquela mesma cicatriz,
E ninguém saberá com o que lido,
E o quanto às vezes, hoje, finjo ser feliz.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

JÁ CAMINHEI TANTO, PAI...

Meus pés estão tão cansados,
Sinto que minhas pernas não respondem mais,
Caminhei tanto e levei tantos fardos,
Já caminhei tanto, Pai.

Corri corridas que não devia,
Andei em estradas que ninguém mais foi,
Passo a passo, até a noite torna-se dia,
E nunca sabia como voltar depois.

Já te procurei em tantas igrejas de fachada,
E minha vida tem sido essa procura,
Mas Pai, eu já sei mais nada,
Só sei que minha caminhada tem sido tão dura.

Pai, o Senhor viu quantos me feriram?
E que aos poucos levantei do chão,
Por que todos depois partiram,
A tantos outros ferirão?

Já nem sei há quanto tempo,
Estou caminhando assim tão só,
E toda dor e meu tormento,
Sei que um dia me fará melhor.

Pai, de novo sem forças estou,
Faz tanto tempo, não é?
Andei tanto em busca desse teu amor,
Que nem estavam comigo a Força e a Fé.

Mas sigo aqui em frente,
Sempre, sempre em tua direção,
E embora batam tanto na gente,
Pai, não voltarei atrás mais não...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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domingo, 8 de janeiro de 2017

DE NÓS, NÃO DESISTA...

Quando você me conheceu,
Claro que não viu meus defeitos,
Com o tempo entendeu,
Que eu não sou perfeito.

Às vezes raiva sinto,
Outras até elevo a voz,
Sofro, não minto,
Quando há algo ruim entre nós.

Já dormimos brigados,
Já pensamos em desistir,
Reconhecemos que estávamos errados,
Quantas vezes perdão tive que pedir.

O medo já bateu à porta,
A dúvida também,
Mas com o tempo nada importa,
Pois quase sempre estamos bem.

Somos tão diferentes,
Meu mundo é maluco,
Já ficamos doentes,
Já colhemos tantos frutos.

Não é fácil como parece,
É dirigir em perigosa pista,
Como alguém que nem lhe merece,
Peço, de nós, não desista.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

QUEM SABE EU JÁ ME ARREPENDI...

Quem sabe estamos de mãos dadas com a perdição,
Quem sabe estamos abraçando a pessoa errada,
Quem sabe estamos beijamos a bocada ilusão,
Quem sabe vivemos uma mentira mascarada.

Esses sorrisos são de verdade?
E todas essas tantas promessas?
Até te ouço falar de saudades,
E nunca esqueço das nossas milhares de conversas.

Mas, pare e pense um pouco,
Quem sabe um de nós não está só fingindo,
Ou somos os dois doentes e loucos,
Quem sabe só é de verdade pra quem está nos assistindo.

Quem sabe eu estou vivendo uma mentira,
Daquelas que todo mundo vê,
E que um dia vai me causa tanta ira,
Ou  me dar uma vontade de morrer.

Quem sabe essas fotos são forçadas,
Quem sabe é só aparência também,
Quem  sabe é tudo, tudo de faixada,
Quem sabe só sou mais um alguém.

Quem sabe só eu me entreguei,
Quem sabe só eu perdi,
Quem sabe me arrependerei,
Quem sabe eu já me arrependi...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

EU ME IMPORTO...

Sabe, das tantas coisas que tenho a lhe dizer, quero que saibas que eu me importo.
Quando você sofre em silêncio, madrugadas a fio sem dormir, sentindo-se só, eu me importo.
Quando a dor é tão grande que sentes que vais enlouquecer, e nada, nada, consegue amenizá-la, eu me importo.
Importo-me quando lhe fazem promessas que sei que jamais conseguirão cumpri-las.
Importo-me quando lhe usam como um objeto ou uma coisa qualquer.
Eu me importo com seus sonhos, por mais que às vezes ele pareçam impossíveis. Por favor, continue sonhando pois eu me importo.
Quando suas escolhas ou aqueles que estão ao seu redor levam-lhe a caminhos terríveis, os quais jamais gostarias de ter conhecido ou estado lá, eu me importante.
Quando nada dá certo e a cobrança bate à porta, e não sabes para onde ir, eu me importo.
Importo-me quando olhas ao redor e pensas que a saída seria acabar com tudo, desistir de tudo, e quem sabe tirar a própria vida.
Quando nada parece que vai dar certo, quando ninguém mais se importa. Quando o medo é tão grande que até seu corpo tem tremores. Quando nada faz sentido. Eu sou Deus, eu sou Jesus e me importo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

ESTAREMOS TODOS JUNTOS AINDA?

Chega um dia que a saudade,
Nos encontra de repente,
Embora a gente aguarde,
Espera que seja diferente.

É que um dia tudo passa,
Quem está aqui também se vai,
E não há o que se faça,
O ontem não viveremos mais.

A saudade dos amigos um dia,
Tão grande sim será,
Abraçá-los eu também queria,
Mas nesse dia não dará.

Quando a saudade for tão forte,
E a ausência sentir tão plena,
Verás que por mais que a gente se esforce,
As demonstrações de carinho sempre foram tão pequenas.

A saudade hoje bateu?
Será que sou o único que ainda lembro?
Todo mundo se perdeu?
Neste planeta tão pequeno.

Já faz tanto tempo assim?
Ontem não estávamos juntos naquele corredor?
Vocês ainda fazem parte de mim,
Ainda sinto o mesmo amor.

Estamos tão ocupados, não é?
Cada um seguiu sua vida,
E hoje a pergunta é:
Estaremos todos juntos ainda?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

QUE SEU CANTO NÃO SE FINDE...

(Para a pequena Bigah)
Pequena grande cantora,
Que teu dom o sabes bem,
No fundo escondes a sonhadora,
E não a revelas a ninguém.

Às vezes temos que ser,
O que talvez não queremos,
Às vezes temos que nos esconder,
Ou outra vez sofreremos.

Mas saiba que existe alguém que precisa,
Ouvir a sua voz,
Pra que a chama se mantenha viva,
Aquela que arde em cada um de nós.

Às vezes Deus nos leva a caminhos,
Que entendemos jamais,
Às vezes ele permite que estejamos sozinhos,
Pra entendermos o que significa paz.

Ninguém nasce por um erro,
Papai do céu sabe o que fez,
E ainda que o futuro nos quase medo,
Confie nele mais esta vez.

Seja a voz no deserto,
O grito na multidão,
Sossego para os de perto,
E consolo para os que ainda te ouvirão.

Que seu canto não se finde,
Que sua voz não vá cessar,
E outra vez, antes que o dia termine,
Alguém que precisa te ouvirá...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

SUAS PALAVRAS...

Saiba que as palavras que dizes,
Doem-me tanto, tanto,
Não entendes que me afliges,
E me fazes sofrer em prantos.

Palavras ditas sem pensar,
Que pra mim são um martírio,
E não entendes que não vão ajudar,
Que só tiram da vida o brilho.

Elas me ferem sobremaneira,
Por que cobranças não ajudam,
Se a preocupação é verdadeira,
Por que você também não muda?

Talvez eu não precise de palavras, sabia?
Talvez eu ainda não consiga ser tudo isso,
Talvez eu não tenha mais alegria,
Nem a força que pra continuar preciso.

Talvez sua cobrança é demais,
Talvez eu ainda tenha tempo,
És só outro alguém que rouba minha paz,
E que também não sabe o que passa aqui dentro.

Eu não sou a sua cópia,
Não preciso seguir seus passos,
Deixa-me caminhar por conta própria,
Pois no fundo meu destino sou eu quem traço.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NÃO TENHA MEDO, ATÉ O ÚLTIMO SEGUNDO...

Não tenha medo,
Do que o amanhã pode lhe trazer,
Às vezes, ainda é tão cedo,
Pra que permitas assim tanto sofrer.

Não tenha medo de encarar,
Tudo o que há pela frente,
E que esse medo de fracassar,
Não lhe pare de repente.

Não tenha medo, crianças,
Do que vocês não conhecem,
Pois quando se quer, sempre se alcança,
E das angústias todos esquecem.

Não tenha medo, por favor,
O medo é só uma mentira,
Ele faz com que o mundo perca a cor,
E grandes muralhas ele vira.

Não tenha medo agora,
Você é capaz!
Vai desistir? E ir embora?
Ou enfrentar e perceber que pode muito mais?

Não tenha medo assim,
Você pode mudar o mundo,
Não deixe que seu sonho tenha fim,
E lute até o último segundo...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

MENINA...

(Sobre as tantas histórias de meninas que ouço toda manhã e toda tarde. E suas lágrimas...)

Vejo você, menina,
Enganando-se assim, sozinha!
Por que acreditas ainda?
E és como uma ferida minha?

Por que, menina, insistes,
Em fazer desse jeito?
E sempre estais tão triste,
Embora sempre por ti oro quando deito.

É tão difícil, menina mulher,
Deixar tudo pra lá?
Esquecer o que se quer,
Ou tanto, tanto se machucar?

Menina, ouça o que digo,
Não desista, siga em frente,
Busca em Deus o teu abrigo,
E não se entregue a essa gente.

Ei, menina perdida,
Não desista assim agora,
Existe sim uma saída,
Não vá! Não! Não vá embora!

Menina, podes me ouvir?
Só siga minha voz,
Estamos a esperar por ti,
Deus, a vida, todos nós.

Corre, menina criança,
Não existe tanto tempo,
Não perca a esperança,
De arrancar tudo aí de dentro.

Menina, é bem verdade,
Que é difícil e complicado,
Mas abraçarás a felicidade,
E deixarás todo esse teu fardo.

Menina, eu quisera,
Escrever talvez um livro,
E te ensinar a trazer a primavera,
Contudo de tempo eu preciso.

Menina, eu encerro,
E assino sua história,
Talvez nas palavras tanto erro,
Mas quando termino, seu presente virou história.

Esse é meu desejo, menina,
Mudar tudo o que você fez,
Porém está tudo igual ainda,
Só que um dia, sofrerás pela última vez.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O MEU SILÊNCIO, PAI...

Pai, o meu silêncio,
É como se eu gritasse para ti,
Escutas até o que penso,
E sabes das tantas vezes que penso em desistir.

É que a vida, paizinho,
Está sempre tão maluca,
E são tantas as vezes que me sinto sozinho,
Embora sei que não me deixas nunca.

Tu bem sabes que tenho tanto pra fazer,
Às vezes sinto que até te esqueço,
Mas tens feito tanto a meu ver,
Tanto, que nem mereço.

Às vezes sou tão duro,
E falo tanta besteira,
Me ajude a ser mais maduro,
E ter palavras verdadeiras.

Pai, eu não sumi,
Igual a tu, eu não me vou,
Se fiz parecer que te esqueci,
Sabes que não vivo sem teu amor.

O meu silêncio é grito,
Meu grito é minha voz,
Não deixes que meu coração fique aflito,
Pai, lembre-se de nós...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

OLHAR DIFERENTE

Que nossa vida,
Seja um pouco mais,
Para quem não sorriu ainda,
Sejamos alegria e paz.

Que nossas mãos,
Possam sempre trazer,
Nem que seja um pedaço de pão,
E um pouco de água para beber.

Que nossos braços,
Seja o que alguém tanto precisa,
Para que possam dar mais um passo,
E mantenha a esperança sempre viva.

Que nossa voz na multidão,
Seja um grito e um pedido,
Ainda que nem todos ouvirão,
É que precisamos pra alguém levar abrigo.

Que nossos olhos de criança,
Possam quem saber enxergar além,
E embora um dia a gente cansa,
Às vezes pra ajudar o outro não há ninguém.

Que nossa luta e bandeira,
Não acabe de repente,
Porque alguém nessa humanidade inteira,
Precisa tanto de um OLHAR DIFERENTE...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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P.S.: Com carinho, dedicado a todos que fazem parte da Ação Solidária OLHAR DIFERENTE.