sábado, 1 de abril de 2017

UMA LEMBRANÇA NA ESTANTE ("Nada será tão importante")

Eu já vi a morte de frente,
E ela até sorriu,
Esperava que ela dissesse: Venha, entre!
Porém, aos poucos ela fugiu.

Solidão, a minha amiga,
A mim nunca deixou,
Permaneceu como uma ferida,
E outra vez me abraçou.

Olhei para trás,
E tudo parecia tão distante,
Pois quando a gente pensa que pode ir um pouco mais,
Não deveria ir mais adiante.

Marquei meu corpo,
Com marcas que na minha alma haviam,
Cortei os braços, para alguns sou louco,
É por que não sabem o que eu sentia.

A loucura?
Ela um dia me beijou,
Como uma velha amante imatura,
Não imaginas quanto tempo ela ficou.

Porém um dia,
"Nada será tão importante",
Porque aquilo que eu sofria,
Será uma lembrança na estante.

Levarei sempre comigo,
Aquela mesma cicatriz,
E ninguém saberá com o que lido,
E o quanto às vezes, hoje, finjo ser feliz.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

JÁ CAMINHEI TANTO, PAI...

Meus pés estão tão cansados,
Sinto que minhas pernas não respondem mais,
Caminhei tanto e levei tantos fardos,
Já caminhei tanto, Pai.

Corri corridas que não devia,
Andei em estradas que ninguém mais foi,
Passo a passo, até a noite torna-se dia,
E nunca sabia como voltar depois.

Já te procurei em tantas igrejas de fachada,
E minha vida tem sido essa procura,
Mas Pai, eu já sei mais nada,
Só sei que minha caminhada tem sido tão dura.

Pai, o Senhor viu quantos me feriram?
E que aos poucos levantei do chão,
Por que todos depois partiram,
A tantos outros ferirão?

Já nem sei há quanto tempo,
Estou caminhando assim tão só,
E toda dor e meu tormento,
Sei que um dia me fará melhor.

Pai, de novo sem forças estou,
Faz tanto tempo, não é?
Andei tanto em busca desse teu amor,
Que nem estavam comigo a Força e a Fé.

Mas sigo aqui em frente,
Sempre, sempre em tua direção,
E embora batam tanto na gente,
Pai, não voltarei atrás mais não...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

domingo, 8 de janeiro de 2017

DE NÓS, NÃO DESISTA...

Quando você me conheceu,
Claro que não viu meus defeitos,
Com o tempo entendeu,
Que eu não sou perfeito.

Às vezes raiva sinto,
Outras até elevo a voz,
Sofro, não minto,
Quando há algo ruim entre nós.

Já dormimos brigados,
Já pensamos em desistir,
Reconhecemos que estávamos errados,
Quantas vezes perdão tive que pedir.

O medo já bateu à porta,
A dúvida também,
Mas com o tempo nada importa,
Pois quase sempre estamos bem.

Somos tão diferentes,
Meu mundo é maluco,
Já ficamos doentes,
Já colhemos tantos frutos.

Não é fácil como parece,
É dirigir em perigosa pista,
Como alguém que nem lhe merece,
Peço, de nós, não desista.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

QUEM SABE EU JÁ ME ARREPENDI...

Quem sabe estamos de mãos dadas com a perdição,
Quem sabe estamos abraçando a pessoa errada,
Quem sabe estamos beijamos a bocada ilusão,
Quem sabe vivemos uma mentira mascarada.

Esses sorrisos são de verdade?
E todas essas tantas promessas?
Até te ouço falar de saudades,
E nunca esqueço das nossas milhares de conversas.

Mas, pare e pense um pouco,
Quem sabe um de nós não está só fingindo,
Ou somos os dois doentes e loucos,
Quem sabe só é de verdade pra quem está nos assistindo.

Quem sabe eu estou vivendo uma mentira,
Daquelas que todo mundo vê,
E que um dia vai me causa tanta ira,
Ou  me dar uma vontade de morrer.

Quem sabe essas fotos são forçadas,
Quem sabe é só aparência também,
Quem  sabe é tudo, tudo de faixada,
Quem sabe só sou mais um alguém.

Quem sabe só eu me entreguei,
Quem sabe só eu perdi,
Quem sabe me arrependerei,
Quem sabe eu já me arrependi...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

EU ME IMPORTO...

Sabe, das tantas coisas que tenho a lhe dizer, quero que saibas que eu me importo.
Quando você sofre em silêncio, madrugadas a fio sem dormir, sentindo-se só, eu me importo.
Quando a dor é tão grande que sentes que vais enlouquecer, e nada, nada, consegue amenizá-la, eu me importo.
Importo-me quando lhe fazem promessas que sei que jamais conseguirão cumpri-las.
Importo-me quando lhe usam como um objeto ou uma coisa qualquer.
Eu me importo com seus sonhos, por mais que às vezes ele pareçam impossíveis. Por favor, continue sonhando pois eu me importo.
Quando suas escolhas ou aqueles que estão ao seu redor levam-lhe a caminhos terríveis, os quais jamais gostarias de ter conhecido ou estado lá, eu me importante.
Quando nada dá certo e a cobrança bate à porta, e não sabes para onde ir, eu me importo.
Importo-me quando olhas ao redor e pensas que a saída seria acabar com tudo, desistir de tudo, e quem sabe tirar a própria vida.
Quando nada parece que vai dar certo, quando ninguém mais se importa. Quando o medo é tão grande que até seu corpo tem tremores. Quando nada faz sentido. Eu sou Deus, eu sou Jesus e me importo.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

ESTAREMOS TODOS JUNTOS AINDA?

Chega um dia que a saudade,
Nos encontra de repente,
Embora a gente aguarde,
Espera que seja diferente.

É que um dia tudo passa,
Quem está aqui também se vai,
E não há o que se faça,
O ontem não viveremos mais.

A saudade dos amigos um dia,
Tão grande sim será,
Abraçá-los eu também queria,
Mas nesse dia não dará.

Quando a saudade for tão forte,
E a ausência sentir tão plena,
Verás que por mais que a gente se esforce,
As demonstrações de carinho sempre foram tão pequenas.

A saudade hoje bateu?
Será que sou o único que ainda lembro?
Todo mundo se perdeu?
Neste planeta tão pequeno.

Já faz tanto tempo assim?
Ontem não estávamos juntos naquele corredor?
Vocês ainda fazem parte de mim,
Ainda sinto o mesmo amor.

Estamos tão ocupados, não é?
Cada um seguiu sua vida,
E hoje a pergunta é:
Estaremos todos juntos ainda?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

QUE SEU CANTO NÃO SE FINDE...

(Para a pequena Bigah)
Pequena grande cantora,
Que teu dom o sabes bem,
No fundo escondes a sonhadora,
E não a revelas a ninguém.

Às vezes temos que ser,
O que talvez não queremos,
Às vezes temos que nos esconder,
Ou outra vez sofreremos.

Mas saiba que existe alguém que precisa,
Ouvir a sua voz,
Pra que a chama se mantenha viva,
Aquela que arde em cada um de nós.

Às vezes Deus nos leva a caminhos,
Que entendemos jamais,
Às vezes ele permite que estejamos sozinhos,
Pra entendermos o que significa paz.

Ninguém nasce por um erro,
Papai do céu sabe o que fez,
E ainda que o futuro nos quase medo,
Confie nele mais esta vez.

Seja a voz no deserto,
O grito na multidão,
Sossego para os de perto,
E consolo para os que ainda te ouvirão.

Que seu canto não se finde,
Que sua voz não vá cessar,
E outra vez, antes que o dia termine,
Alguém que precisa te ouvirá...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

SUAS PALAVRAS...

Saiba que as palavras que dizes,
Doem-me tanto, tanto,
Não entendes que me afliges,
E me fazes sofrer em prantos.

Palavras ditas sem pensar,
Que pra mim são um martírio,
E não entendes que não vão ajudar,
Que só tiram da vida o brilho.

Elas me ferem sobremaneira,
Por que cobranças não ajudam,
Se a preocupação é verdadeira,
Por que você também não muda?

Talvez eu não precise de palavras, sabia?
Talvez eu ainda não consiga ser tudo isso,
Talvez eu não tenha mais alegria,
Nem a força que pra continuar preciso.

Talvez sua cobrança é demais,
Talvez eu ainda tenha tempo,
És só outro alguém que rouba minha paz,
E que também não sabe o que passa aqui dentro.

Eu não sou a sua cópia,
Não preciso seguir seus passos,
Deixa-me caminhar por conta própria,
Pois no fundo meu destino sou eu quem traço.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NÃO TENHA MEDO, ATÉ O ÚLTIMO SEGUNDO...

Não tenha medo,
Do que o amanhã pode lhe trazer,
Às vezes, ainda é tão cedo,
Pra que permitas assim tanto sofrer.

Não tenha medo de encarar,
Tudo o que há pela frente,
E que esse medo de fracassar,
Não lhe pare de repente.

Não tenha medo, crianças,
Do que vocês não conhecem,
Pois quando se quer, sempre se alcança,
E das angústias todos esquecem.

Não tenha medo, por favor,
O medo é só uma mentira,
Ele faz com que o mundo perca a cor,
E grandes muralhas ele vira.

Não tenha medo agora,
Você é capaz!
Vai desistir? E ir embora?
Ou enfrentar e perceber que pode muito mais?

Não tenha medo assim,
Você pode mudar o mundo,
Não deixe que seu sonho tenha fim,
E lute até o último segundo...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

MENINA...

(Sobre as tantas histórias de meninas que ouço toda manhã e toda tarde. E suas lágrimas...)

Vejo você, menina,
Enganando-se assim, sozinha!
Por que acreditas ainda?
E és como uma ferida minha?

Por que, menina, insistes,
Em fazer desse jeito?
E sempre estais tão triste,
Embora sempre por ti oro quando deito.

É tão difícil, menina mulher,
Deixar tudo pra lá?
Esquecer o que se quer,
Ou tanto, tanto se machucar?

Menina, ouça o que digo,
Não desista, siga em frente,
Busca em Deus o teu abrigo,
E não se entregue a essa gente.

Ei, menina perdida,
Não desista assim agora,
Existe sim uma saída,
Não vá! Não! Não vá embora!

Menina, podes me ouvir?
Só siga minha voz,
Estamos a esperar por ti,
Deus, a vida, todos nós.

Corre, menina criança,
Não existe tanto tempo,
Não perca a esperança,
De arrancar tudo aí de dentro.

Menina, é bem verdade,
Que é difícil e complicado,
Mas abraçarás a felicidade,
E deixarás todo esse teu fardo.

Menina, eu quisera,
Escrever talvez um livro,
E te ensinar a trazer a primavera,
Contudo de tempo eu preciso.

Menina, eu encerro,
E assino sua história,
Talvez nas palavras tanto erro,
Mas quando termino, seu presente virou história.

Esse é meu desejo, menina,
Mudar tudo o que você fez,
Porém está tudo igual ainda,
Só que um dia, sofrerás pela última vez.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O MEU SILÊNCIO, PAI...

Pai, o meu silêncio,
É como se eu gritasse para ti,
Escutas até o que penso,
E sabes das tantas vezes que penso em desistir.

É que a vida, paizinho,
Está sempre tão maluca,
E são tantas as vezes que me sinto sozinho,
Embora sei que não me deixas nunca.

Tu bem sabes que tenho tanto pra fazer,
Às vezes sinto que até te esqueço,
Mas tens feito tanto a meu ver,
Tanto, que nem mereço.

Às vezes sou tão duro,
E falo tanta besteira,
Me ajude a ser mais maduro,
E ter palavras verdadeiras.

Pai, eu não sumi,
Igual a tu, eu não me vou,
Se fiz parecer que te esqueci,
Sabes que não vivo sem teu amor.

O meu silêncio é grito,
Meu grito é minha voz,
Não deixes que meu coração fique aflito,
Pai, lembre-se de nós...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

OLHAR DIFERENTE

Que nossa vida,
Seja um pouco mais,
Para quem não sorriu ainda,
Sejamos alegria e paz.

Que nossas mãos,
Possam sempre trazer,
Nem que seja um pedaço de pão,
E um pouco de água para beber.

Que nossos braços,
Seja o que alguém tanto precisa,
Para que possam dar mais um passo,
E mantenha a esperança sempre viva.

Que nossa voz na multidão,
Seja um grito e um pedido,
Ainda que nem todos ouvirão,
É que precisamos pra alguém levar abrigo.

Que nossos olhos de criança,
Possam quem saber enxergar além,
E embora um dia a gente cansa,
Às vezes pra ajudar o outro não há ninguém.

Que nossa luta e bandeira,
Não acabe de repente,
Porque alguém nessa humanidade inteira,
Precisa tanto de um OLHAR DIFERENTE...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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P.S.: Com carinho, dedicado a todos que fazem parte da Ação Solidária OLHAR DIFERENTE.

sábado, 24 de setembro de 2016

ÀS VEZES SOMOS COMO CRIANÇAS...

Às vezes temos crise de infantilidade e nos cansamos do que somos e vivemos.
Às vezes somos infantis ao ponto de querer sumir, sem se importar com nossa ausência.
Às vezes somos como crianças que insistimos em correr até o perigo. Nos arriscamos e quebramos a cara.
Às vezes nossa pouca idade mental faz com que batamos o pé e não queiramos ouvir nada de ninguém.
Às vezes somos tão imaturos que brigamos para ter razão, embora saibamos que estamos errados.
Às vezes não crescemos, embora as horas já se passaram.
Às vezes a vida passa, mas ainda somos a mesma criança...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

EU TENHO UMA UTOPIA...

Eu tenho uma utopia. Sonho com um mundo completamente diferente. Embora, senhores, eu não sou nada otimista. Não um mundo sem problemas. Isso seria muito chato.
Sonho com um mundo em que meninas (física e psicologicamente crianças) não precisem amarrar suas capas de frio na cintura para que não sejam cobiçadas ou recebam as chamadas cantadas, que mais são uma ofensa.
Sonho com um mundo sem homens e mulheres doentes que aliciam menores.
Sonho com crianças correndo na rua, sem medo do carro preto.
Queria tanto que as crianças pudessem confiar no tio e na tia. Mas não crianças, vocês não podem! Definitivamente não podem. Os tios e tias, amores, são doentes.
Eu tenho uma utopia. Que abraços fossem apenas abraços. Que dois corpos se abraçando demonstrasse o amor mais puro que possa existir nessa vida. Que não tivesse o risco da mão boba e das segundas intenções.
Um mundo em que maníacos não tocassem nos seios de meninas indefesas. E que meninos também não fossem um alvo.
No meu mundo, senhores, pessoas assim não existiriam. Pessoas assim, crianças, não merecem viver.
Eu tenho uma utopia. Sonho apenas com um mundo completamente diferente.
Um mundo em que EU TE AMO seja dito a todo instante. E cada vez que fosse dito, fosse a mais pura verdade.
Sonho com um mundo em que as amizades sejam sinceras.
Eu queria um mundo em que os relacionamentos não fossem tão rotativos. E que não houvesse o desejo exacerbado de correr atrás de novos relacionamentos.
Sonho com o mundo no qual os jovens saibam seu potencial. Que eles enxergassem a bomba relógio que são e descobrissem a capacidade terrivelmente única de mudar o mundo.
Eu tenho uma utopia. Sonho tão somente com um mundo completamente diferente.
Um mundo que eu não tivesse que sorrir, quando estou a chorar. Um lugar que não me cause tanto medo...


Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

UMA HORA DESSAS...

Uma hora dessas todos nós nos perdemos em um copo de cerveja,
"Eu nunca me perdi",
Outra hora fazemos coisas sem que todo mundo veja,
Se já o fiz, nunca percebi.

Uma hora dessas,
A gente cansa de falar,
Cansa de frequentes conversas,
E espera pra ver no que vai dar.

Uma hora dessas percebemos a verdade,
Entendemos que no fundo nada importa,
O que fomos deixou saudades,
E para o amanhã já quase se fecham as portas.

Uma hora dessas todo mundo enlouquece,
Talvez eu já tenha enlouquecido,
Mas tem coisa que não se esquece,
Depois de tanto já ter vivido.

Uma hora dessas todos iremos,
Juntos, a um lugar só,
Em que sonhos não realizados enterraremos,
E seremos, de novo cinza e pó...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sexta-feira, 1 de julho de 2016

NEM QUE SEJA UM POUCO...

É difícil pensar,
Quando os problemas são maiores que minha mente,
É difícil não chorar,
Se as dores batem à porta assim tão de repente.

É difícil ter que sorrir a toda hora,
E dizer sim, vai tudo bem,
Alimentando o desejo de ir embora,
Pois o novo dia nunca vem.

É difícil está sozinho,
Em meio à tempestade,
Parece que só caminho,
E não prossigo de verdade.

É difícil não olhar pra trás,
E lembrar dos ex-amigos,
Saber que pra eles tanto faz,
Mas por eles já corri tantos perigos.

É difícil sentir-se só,
Em meio à multidão,
Está só cacos e pó,
E ninguém vê meu coração.

É difícil não conseguir,
Mudar nem que seja um pouco,
É que no fundo estar aqui,
Traz um sentimento assim tão louco.

É difícil sentir isso,
Toda essa impotência,
E ver que o mundo é omisso,
À minha pobre existência.

É difícil ter tantos pensamentos,
Tanta coisa que só eu sei,
Só queria mudar certos momentos,
E o resto? Nunca esquecerei.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 30 de junho de 2016

TANTAS E QUANTAS VEZES...

Tantas vezes me escondi,
Atrás de um batom,
Tantas, que até esqueci,
Daqueles tantos momentos bons.

Quantas vezes minha máscara foi a maquiagem,
Tantas que já nem sei,
Quantas minha alegria era só uma miragem,
E de tantas não mais esquecerei.

Tantas vezes meu sorriso,
Era só uma cortina,
Que escondia a lágrimas que derramar preciso,
E que amanhã precisarei ainda.

Quantas vezes já me olharam assim de lado,
Dizendo "que vida boa ela tem",
Mas nunca entenderão o meu passado,
E que as vezes aqui, não há ninguém.

Tantas vezes me perdi,
Tentando me encontrar,
Em qual momento esqueci?
Como se faz pra apagar.

Quantas vezes tive medo,
De descobrirem quem eu sou,
E agora que já não é mais tão cedo,
Escondida aqui ainda estou.

Tantas vezes meu amigo,
Eu não podia nem chorar,
Quem é fraco corre perigo,
Mas quem é forte, fraco está.

Quantas vezes que eu não posso,
Dizer o que já fiz,
Só sei que nesse mundo doido que é o nosso,
Depois de amanhã? Estarei bem mais feliz...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

OS DIVÓRCIOS CESSARÃO?


Onde estão meus pais?
Separaram-se também,
Juntos já não estamos mais,
Juntos não há ninguém?

E o mundo tão perfeito,
Cheio de final feliz,
Que sonho quando deito,
E é o que sempre quis.

Era tudo mentira,
Era só conto de fada,
E um dia a gente pira,
Porque no fundo não existe nada.

Não existe esse amor,
Prometido assim pra sempre,
E no fundo o que restou,
Foi levado de repente.

Quero acreditar agora,
Que não foi em vão,
Acreditar que qualquer hora,
Os divórcios cessarão.

As promessas serão cumpridas,
E haverá felicidade,
E lá no fim desta vida,
Seremos felizes de verdade.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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O MESMO AINDA SOU...

Por que você mudou?
Tão rápido assim e sem explicação,
E desde de que você voltou,
Já não sinto bater aquele mesmo coração.

Pra quê mudar tanto,
Era necessário?
Ficarei aqui no meu canto,
Com meus pensamentos vários.

Não entendo quase nada,
Por que precisa ser assim,
Percorremos a mesma estrada,
E plantamos aquele jardim.

Lamento tudo isso,
E o tempo que passou,
Entender é o que preciso,
Pois o mesmo ainda sou...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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sábado, 21 de maio de 2016

SINTO O PESO DO TEMPO...

Sinto o peso do tempo,
O peso de tudo que passou,
Já vivi tantos momentos,
Mas sinto que crianças ainda sou.

Sinto que as horas já não são iguais,
Que até o relógio mudou,
Nem os anos duram mais,
E bem cansado já estou.

Sinto saudades das coisas passadas,
Embora nem passadas sejam tanto assim,
É que quando se é jovem não se valoriza nada,
E nem se pensa no quanto tudo tem um fim.

Sinto as tristezas e dores,
As felicidades e alegrias,
Dias negros, cinzas e de cores,
Lembro do que jamais imaginei que lembraria.

Sinto o peso das memórias,
Que me atormentam de manhã,
O medo de ser inútil a minha história,
E de ser como tantas outras, vã.

Sinto que o tempo,
Passa rápido para alguns,
Que nos rouba os melhores momentos,
E que ele, nessa vida de mortais, não perdoa nenhum...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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