quarta-feira, 28 de setembro de 2016

OLHAR DIFERENTE

Que nossa vida,
Seja um pouco mais,
Para quem não sorriu ainda,
Sejamos alegria e paz.

Que nossas mãos,
Possam sempre trazer,
Nem que seja um pedaço de pão,
E um pouco de água para beber.

Que nossos braços,
Seja o que alguém tanto precisa,
Para que possam dar mais um passo,
E mantenha a esperança sempre viva.

Que nossa voz na multidão,
Seja um grito e um pedido,
Ainda que nem todos ouvirão,
É que precisamos pra alguém levar abrigo.

Que nossos olhos de criança,
Possam quem saber enxergar além,
E embora um dia a gente cansa,
Às vezes pra ajudar o outro não há ninguém.

Que nossa luta e bandeira,
Não acabe de repente,
Porque alguém nessa humanidade inteira,
Precisa tanto de um OLHAR DIFERENTE...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

P.S.: Com carinho, dedicado a todos que fazem parte da Ação Solidária OLHAR DIFERENTE.

sábado, 24 de setembro de 2016

ÀS VEZES SOMOS COMO CRIANÇAS...

Às vezes temos crise de infantilidade e nos cansamos do que somos e vivemos.
Às vezes somos infantis ao ponto de querer sumir, sem se importar com nossa ausência.
Às vezes somos como crianças que insistimos em correr até o perigo. Nos arriscamos e quebramos a cara.
Às vezes nossa pouca idade mental faz com que batamos o pé e não queiramos ouvir nada de ninguém.
Às vezes somos tão imaturos que brigamos para ter razão, embora saibamos que estamos errados.
Às vezes não crescemos, embora as horas já se passaram.
Às vezes a vida passa, mas ainda somos a mesma criança...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

EU TENHO UMA UTOPIA...

Eu tenho uma utopia. Sonho com um mundo completamente diferente. Embora, senhores, eu não sou nada otimista. Não um mundo sem problemas. Isso seria muito chato.
Sonho com um mundo em que meninas (física e psicologicamente crianças) não precisem amarrar suas capas de frio na cintura para que não sejam cobiçadas ou recebam as chamadas cantadas, que mais são uma ofensa.
Sonho com um mundo sem homens e mulheres doentes que aliciam menores.
Sonho com crianças correndo na rua, sem medo do carro preto.
Queria tanto que as crianças pudessem confiar no tio e na tia. Mas não crianças, vocês não podem! Definitivamente não podem. Os tios e tias, amores, são doentes.
Eu tenho uma utopia. Que abraços fossem apenas abraços. Que dois corpos se abraçando demonstrasse o amor mais puro que possa existir nessa vida. Que não tivesse o risco da mão boba e das segundas intenções.
Um mundo em que maníacos não tocassem nos seios de meninas indefesas. E que meninos também não fossem um alvo.
No meu mundo, senhores, pessoas assim não existiriam. Pessoas assim, crianças, não merecem viver.
Eu tenho uma utopia. Sonho apenas com um mundo completamente diferente.
Um mundo em que EU TE AMO seja dito a todo instante. E cada vez que fosse dito, fosse a mais pura verdade.
Sonho com um mundo em que as amizades sejam sinceras.
Eu queria um mundo em que os relacionamentos não fossem tão rotativos. E que não houvesse o desejo exacerbado de correr atrás de novos relacionamentos.
Sonho com o mundo no qual os jovens saibam seu potencial. Que eles enxergassem a bomba relógio que são e descobrissem a capacidade terrivelmente única de mudar o mundo.
Eu tenho uma utopia. Sonho tão somente com um mundo completamente diferente.
Um mundo que eu não tivesse que sorrir, quando estou a chorar. Um lugar que não me cause tanto medo...


Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

terça-feira, 23 de agosto de 2016

UMA HORA DESSAS...

Uma hora dessas todos nós nos perdemos em um copo de cerveja,
"Eu nunca me perdi",
Outra hora fazemos coisas sem que todo mundo veja,
Se já o fiz, nunca percebi.

Uma hora dessas,
A gente cansa de falar,
Cansa de frequentes conversas,
E espera pra ver no que vai dar.

Uma hora dessas percebemos a verdade,
Entendemos que no fundo nada importa,
O que fomos deixou saudades,
E para o amanhã já quase se fecham as portas.

Uma hora dessas todo mundo enlouquece,
Talvez eu já tenha enlouquecido,
Mas tem coisa que não se esquece,
Depois de tanto já ter vivido.

Uma hora dessas todos iremos,
Juntos, a um lugar só,
Em que sonhos não realizados enterraremos,
E seremos, de novo cinza e pó...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

sexta-feira, 1 de julho de 2016

NEM QUE SEJA UM POUCO...

É difícil pensar,
Quando os problemas são maiores que minha mente,
É difícil não chorar,
Se as dores batem à porta assim tão de repente.

É difícil ter que sorrir a toda hora,
E dizer sim, vai tudo bem,
Alimentando o desejo de ir embora,
Pois o novo dia nunca vem.

É difícil está sozinho,
Em meio à tempestade,
Parece que só caminho,
E não prossigo de verdade.

É difícil não olhar pra trás,
E lembrar dos ex-amigos,
Saber que pra eles tanto faz,
Mas por eles já corri tantos perigos.

É difícil sentir-se só,
Em meio à multidão,
Está só cacos e pó,
E ninguém vê meu coração.

É difícil não conseguir,
Mudar nem que seja um pouco,
É que no fundo estar aqui,
Traz um sentimento assim tão louco.

É difícil sentir isso,
Toda essa impotência,
E ver que o mundo é omisso,
À minha pobre existência.

É difícil ter tantos pensamentos,
Tanta coisa que só eu sei,
Só queria mudar certos momentos,
E o resto? Nunca esquecerei.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de junho de 2016

TANTAS E QUANTAS VEZES...

Tantas vezes me escondi,
Atrás de um batom,
Tantas, que até esqueci,
Daqueles tantos momentos bons.

Quantas vezes minha máscara foi a maquiagem,
Tantas que já nem sei,
Quantas minha alegria era só uma miragem,
E de tantas não mais esquecerei.

Tantas vezes meu sorriso,
Era só uma cortina,
Que escondia a lágrimas que derramar preciso,
E que amanhã precisarei ainda.

Quantas vezes já me olharam assim de lado,
Dizendo "que vida boa ela tem",
Mas nunca entenderão o meu passado,
E que as vezes aqui, não há ninguém.

Tantas vezes me perdi,
Tentando me encontrar,
Em qual momento esqueci?
Como se faz pra apagar.

Quantas vezes tive medo,
De descobrirem quem eu sou,
E agora que já não é mais tão cedo,
Escondida aqui ainda estou.

Tantas vezes meu amigo,
Eu não podia nem chorar,
Quem é fraco corre perigo,
Mas quem é forte, fraco está.

Quantas vezes que eu não posso,
Dizer o que já fiz,
Só sei que nesse mundo doido que é o nosso,
Depois de amanhã? Estarei bem mais feliz...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 8 de junho de 2016

OS DIVÓRCIOS CESSARÃO?


Onde estão meus pais?
Separaram-se também,
Juntos já não estamos mais,
Juntos não há ninguém?

E o mundo tão perfeito,
Cheio de final feliz,
Que sonho quando deito,
E é o que sempre quis.

Era tudo mentira,
Era só conto de fada,
E um dia a gente pira,
Porque no fundo não existe nada.

Não existe esse amor,
Prometido assim pra sempre,
E no fundo o que restou,
Foi levado de repente.

Quero acreditar agora,
Que não foi em vão,
Acreditar que qualquer hora,
Os divórcios cessarão.

As promessas serão cumpridas,
E haverá felicidade,
E lá no fim desta vida,
Seremos felizes de verdade.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

O MESMO AINDA SOU...

Por que você mudou?
Tão rápido assim e sem explicação,
E desde de que você voltou,
Já não sinto bater aquele mesmo coração.

Pra quê mudar tanto,
Era necessário?
Ficarei aqui no meu canto,
Com meus pensamentos vários.

Não entendo quase nada,
Por que precisa ser assim,
Percorremos a mesma estrada,
E plantamos aquele jardim.

Lamento tudo isso,
E o tempo que passou,
Entender é o que preciso,
Pois o mesmo ainda sou...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

sábado, 21 de maio de 2016

SINTO O PESO DO TEMPO...

Sinto o peso do tempo,
O peso de tudo que passou,
Já vivi tantos momentos,
Mas sinto que crianças ainda sou.

Sinto que as horas já não são iguais,
Que até o relógio mudou,
Nem os anos duram mais,
E bem cansado já estou.

Sinto saudades das coisas passadas,
Embora nem passadas sejam tanto assim,
É que quando se é jovem não se valoriza nada,
E nem se pensa no quanto tudo tem um fim.

Sinto as tristezas e dores,
As felicidades e alegrias,
Dias negros, cinzas e de cores,
Lembro do que jamais imaginei que lembraria.

Sinto o peso das memórias,
Que me atormentam de manhã,
O medo de ser inútil a minha história,
E de ser como tantas outras, vã.

Sinto que o tempo,
Passa rápido para alguns,
Que nos rouba os melhores momentos,
E que ele, nessa vida de mortais, não perdoa nenhum...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de maio de 2016

NENHUM REMÉDIO...

Aprendi a curar,
As piores as dores sozinhos,
Os cravos tirar,
E arrancar dos pés os espinhos.

Aprendi que para algumas dores,
Não existe nenhum remédio,
E que nem mesmo amores,
Removem feridas e o tédio.

Descobri que as feridas,
Fazem parte da gente,
As cicatrizes da vida,
Nos tornam tão diferentes.

Descobri que cada marca no corpo,,
É parte do que somos,
E que só assim nos tornamos outro,
E até esquecemos o que já fomos.

Entendi que quem cura é o tempo,
Ele se responsabiliza de sarar,
E que é inútil as várias vezes que tento,
Esconder, pois nunca dá.

Entendi da forma mais cruel,
Com dores em toda parte,
A sorrir com o gosto amargo do fel,
E fingir que viver é uma arte.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

sexta-feira, 13 de maio de 2016

HÁ QUEM NÃO ESTÁ AQUI MAIS...

Há quem não acredite em amores perfeitos,
E quem nem acredite em perfeição,
Há quem desistiu de reparar defeitos,
E de esperar os que nunca virão.

Há quem já não fale a verdade,
Porque na verdade já cansou de dizer,
E há quem não acredite em felicidade,
Há quem já desistiu de viver.

Há já se decepcionou tanto,
E já nem sabe o que é amor,
E para dar lugar ao pranto,
Se vão as alegrias e vem a dor.

Há quem não sabe dizer adeus,
Há quem acredita que nunca vamos embora,
Há quem um dia o encanto perdeu,
E até esqueceu a noção das horas.

Há quem não acredite mais em nada,
Nem ao menos em si mesmo,
Há quem descobre que essa vida é desgraçada,
E quem nos importamos vão embora assim tão cedo.

Há quem procure resposta,
Há quem nunca encontrou,
Há quem procure uma porta,
Há quem nunca sequer chorou.

Há quem espera,
Há quem se foi,
Há quem não é mais quem era,
Há quem tem medo do que vem depois.

Há tanta gente aqui,
Com histórias tão iguais,
Há quem espera um motivo para sorrir,
E há quem não está aqui mais...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 13 de abril de 2016

QUANTOS?


Quantos "eu te amo" já não foram ditos?
E quantos foram realmente sinceros?
Quantos abraços eram malditos?
E os "até logo" que eu já nem espero?

Quantas palavras bonitas,
Sussurradas ao "pé do ouvido"?
Quantas "promessas eternas" finitas?
E tantos pedaços de um "coração partido".

Quantos "brincaram"?
Sem nem saber quem são?
"Crianças" que só se mascararam,
E não voltaram para pedir perdão?

Quantos beijos tão "quentes"?
E que pareciam "de verdade"?
Que "mexiam" com a gente,
E nos faziam achar que aquilo era felicidade.

Quantos "sonhos" a dois,
Que na verdade eram só meu,
É possível em tão pouco depois,
Que aquele encanto se perdeu?

Quantos? Me diz?
Que eu nem consigo contar?
Que acham que descobriram o que é ser feliz?
E não entendem nadado que é amar?

Quantos pedidos de desculpa,
Que eram da boca para fora?
Que na verdade não mudaram nunca,
E que não consigo contar agora?

Algo existiu?
Realmente vivemos aquilo?
E meus pensamentos mil,
Não me deixam ficar tranquilo.

Não que os números faça diferença,
Só queria contar nos dedos,
A quantidade é tão imensa?
Tão grande quanto meus próprios medos?

Quantos vão te ouvir?
E também irão tentar?
Enumerar tudo isso aqui?
E outra vez "se" enganar?

Não me diga nada,
Nem olhe para mim,
Porque a palavra "só falada",
Não é tão importante assim...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

segunda-feira, 4 de abril de 2016

"A MÁQUINA EXTRAVIADA"...

As vozes do silêncio,
Os diálogos tão eternos,
As palavras que não penso,
Os distantes assim tão perto.

As tecnologias que dominam,
A vida virtual,
Um mundo que não ensina,
Como viver o bem, e sofrer o mal.

Nessa vida tão fingida,
Que a verdade não é nada,
Por que nós o seremos ainda,
"A máquina extraviada".

Pois nós nos tornaremos,
Aquilo que nos levou à escuridão,
Porque de tão virtuais que vivemos,
Nossos amigos aqui não estarão.

A nossa vida de postagem,
Que nem sempre é de verdade,
Já que tudo é de passagem,
E é tão efêmera, a felicidade?

Extraviamo-nos, querida!
E o que somos já nem sei,
E tão rápido passa a vida,
E nem nas postagens, estarei.

Perdi-me nesta tela,
E perdi tanto tempo,
E hoje aqui sem ela,
Daria tudo por aquele momento.

Mas perdi-me em mim,
E nem consigo me encontrar,
E este grito aqui sem fim,
Por favor, querida! Não se deixe extraviar...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

P.S.: O título é referência ao conto "A máquina extraviada", de José J. Veiga.

domingo, 3 de abril de 2016

DE TI TANTO PRECISO...

Como dizer adeus?
Se sua presença é tão importante?
Se ao seu lado é que sou mais "eu"?
E agora vais, para tão, tão distante.

Aprendi a tê-la perto,
A cuidar tão bem de mim,
E agora está tão incerto,
Meu castelo de areia teve fim?

Se minhas forças tiro de você?
Se seu abraço é bem melhor?
Contigo aprendi o que é viver,
E as canções que sei de cor?

Não posso dizer que não sentirei saudades,
Nem que tão pouco chorarei,
Sinto doer de verdade,
E as minhas lágrimas não segurarei.

Vai e não me esqueça,
Serei sempre sua menina,
E sem avisar, se quiser, apareça,
Pois mesmo distante te amarei ainda.

Sinto já saudades, querido,
E essa "coisa" que corrói,
Do meu pai, e sempre amigo,
Porque dizer até logo, como dói!

Leve meu abraço,
E não esqueça meu sorriso,
Seguirei meus próprios passos,
Só não esqueça que te ti tanto preciso.

Um beijo na alma,
Um abraço ao coração,
Amanhã estarei calma,
E se já te feri: perdão!

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

domingo, 27 de março de 2016

ÀS VEZES PARECEMOS TÃO FORTES...

Às vezes tão fortes parecemos,
Veem gigantes quando olham para nós,
Porém somos os únicos que sabemos,
O quanto está entalada nossa voz.

É difícil lágrimas segurar,
Quando a dor grita ao ouvido,
E a gente quer também gritar,
Porque a guerra não aceita feridos.

E quando nos olham,
Dizemos que está bem,
E nosso rosto não se molha,
Porque a dor ensina a fingir também.

Às vezes é aquele abraço,
Que desperta nossa dor,
E fugimos do carrasco,
Daquilo que um dia chamamos de amor.

Às vezes é um sorriso,
E um olhar bem mais sincero,
É o que mais preciso,
E na verdade eu nunca espero.

Não sou tão forte quanto pareço,
Sou frágil como porcelana,
É que às vezes eu esqueço,
Que a si mesmo não se engana...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

NÃO HÁ COMO ACREDITAR DE NOVO...

E esta pessoa que insiste tanto,
Em querer voltar atrás?
Em fazer esquecer o pranto,
E agir como se não lembrasse mais?

A gente leva muito tempo,
Para de verdade esquecer,
Não há como em um momento,
Acreditar de novo em você.

É mentira dizer que mudou,
Porque palavras não muda nada,
E as lágrimas que se derramou?
E as horas sem sentir-se amada?

Não há como, velho amigo,
Ser o que já fomos,
E correr o mesmo perigo,
E ser pior do que já somos.

Palavras são bonitas,
Elas até lágrimas arrancam de mim,
Mas toda história triste é finita,
Toda ilusão tem um fim...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

PESADELOS...

Todas as noites aqui,
Estou de volta aos meus pesadelos,
Aqueles "demônios" que voltam a existir,
Que são os meus maiores medos.

Eles voltam à minha mente,
E são sempre tão reais,
E as dores que a gente sente,
Deixam marcas que não se apagam mais.

Tento esquecê-los,
Apagá-los de uma vez,
Não consigo fazê-lo,
Porque não se muda o já se fez.

Toda noite vem a culpa,
E o medo de novamente sonhar,
E cada dia é uma luta,
Pois pesadelos podem nos afundar.

Já vi meus piores monstros cara a cara,
Já achei que não terminaria,
Mas uma hora tudo para,
Uma hora se faz dia...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

domingo, 13 de março de 2016

UM MAL QUE PARECE BEM...

E essa vida tão vazia?
De tantos goles, só mais um?
Que sempre marca o dia,
Mas sem sucesso algum.

Em busca de respostas apenas,
Esta será a última vez?
E a vida tão pequena,
Vai cobrando o que você já fez.

Caretice!
Não faz mal!
Bobagem, tolice!
E um sorriso que não é real.

Em tantas mesas já sentou,
Em quantos braços já se perdeu?
E ninguém nada deixou,
Só levaram o que era seu.

A ausência de um abraço,
A busca de uma razão,
Se perdendo em tanto laço,
E ficando em pedaço o pobre coração.

Cada noite tão sozinhos,
Em cada triste multidão,
Por que na vida esses caminhos,
Só nos afunda em solidão.

A busca do que não entendo,
Um peso que não sai,
Por tão pouco se vendendo,
E beleza e juventude? Também se vai.

As luzes tão bonitas,
Se apagarão também,
Não há festa infinita,
E existe mal que parece bem.

"- Escute aquela voz,
Que ecoa ao pé do ouvido,
Que há em cada um de nós,
E já nos livrou de tanto abismo."

Quando for dia novamente,
E até as garrafas se secarem,
Ouça o que diz sua mente,
E apenas cole o que quebraram...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de março de 2016

NOSSAS IGREJAS TÃO VAZIAS...

E o que aconteceu conosco?
Nossas igrejas tão cheias, e assim mesmo tão vazias?
Nossas doutrinas que não passam de costumes?
Nossas palavras tão profundas e assim mesmo superficiais?
Nossos louvores tão bem ensaiados, mas nem mesmo assim não emociona?
E as nossas motivações? Ainda são tão puras?
E quantas vidas já mudamos? Para quem estendemos a mão?
E nós a quantos já julgamos? A quantos já condenamos até a morte?
Estamos tão tranquilos, e assim mesmo parece um caos. E por que nem todos enxergam?
Por que há tantos tão sem rumo?
Passamos tanto tempo nesses erros, fingindo ser o que não somos, pregando o que não vivemos?
O que estamos ensinando?
Que geração teremos amanhã?
Nossa religião que não liberta? E nem tão pouco nos liga a Deus?
Nos tornamos o que mais temíamos?
Somos idólatras? Murmuradores? Adúlteros? Homicidas? Mentirosos?
Nosso tempo de culto, contado no relógio?
Nossos templos, prédios que tornamos tão sagrados?
Nossas vozes que não são a voz de Deus?
Nosso corpo ainda é templo d'Ele?
Nossas mãos são capazes de curar?
Será que não estamos só perdendo tempo?
E o chamado de Deus que é bem maior?
Nosso destino é isso que corremos atrás?
Temos do que comemorar? Conquistamos alguma coisa?
O que Deus pensa de nós? O que Jesus Cristo nos diria?...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
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quinta-feira, 3 de março de 2016

SEM OUTRO IGUAL...

Já faz tanto tempo, amor!
Já se passaram tantos anos,
É tanto que o mesmo eu já nem sou,
É tanto que até já temos outros planos.

Sei que mudamos,
Portanto, já demos outras metas,
Nos mesmos erros não estamos,
E os que temos, a gente se acerta.

Como antes não escrevo mais,
Embora sinta necessidade,
É que as preocupações não me deixam em paz,
Mas saiba que longe, ainda sinto saudades.

Já nem lembro da minha vida,
Sem tê-la ao meu lado,
Éramos talvez criança ainda,
Obrigado por ter me transformado.

Daqui um tempo seremos três,
Quem sabe mais que isso,
Uma coisa de cada vez,
Como fazemos desde o início.

Quis escrevê-la sem motivo,
Sem uma data especial,
Pois cada dia que ao lado vivo,
É um instante sem outro igual.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/