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AMANHÃ DOERÁ AINDA?

O sofrimento um dia finda?
Uma hora tudo muda?
Ou amanhã doerá ainda?
E essa ferida estará um pouco mais profunda?

Tanto tempo se passou,
Tanto eu já senti,
E o que é rancor?
E a lembrança do que perdi?

Até quando a gente aguenta?
Eu já nem tenho esperança,
Sou lembro de viver essa tormenta,
Já esqueci que um dia fui criança.

Quanta dor se suporta?
Não há também um limite?
Essa angústia que meu peito corta,
Essa mágoa que se manter insiste.

Até quando irá doer?
Eu viverei sempre assim?
Tenho medo de tão tarde ser,
E já não saber o que será de mim.

Tem algo que ainda briga,
Tem uma força que me segura,
Essa dor, minha inimiga,
Será a lembrança da minha cura.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

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ONTEM E AGORA...

O melhor dia foi ontem,
E o melhor momento é agora,
E o que já aconteceu não me contem,
Que amanhã breve também será outrora.

O hoje é quase nada,
E o futuro será também,
Eu só sigo nessa estrada,
Para que depois eu seja alguém.

Aqui, onde estou,
Tudo é tão comum,
Por isso eu vou sempre vou,
E muitas vezes a lugar nenhum.

O ontem não entendo,
Pois passou tão depressa,
Quem deixei não estou mais vendo,
E já esqueci todas as nossas conversas.

O amanhã é tão distante,
E tão perto de repente,
Às vezes volto e vou adiante,
Ou apenas encaro diferente.

Ontem foi o melhor dia,
Agora é o melhor momento,
Se hoje sou em parte harmonia,
É por que já fui todo desespero e tormento.

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

UM POUCO MAIS DISTANTE...

Tantas vezes já pensei em parar,
O medo e o desespero foram minhas companhias,
Tantas vezes já quis para trás voltar,
E ser aquilo que fui um dia.

Tantas vezes erros cometi,
Alguns que pra consertar não tive tempo,
Tantas vezes nas minhas próprias palavras me perdi,
E em outras vezes me calei no pior momento.

Tantas vezes chorei sozinho,
E outras nem chorar eu pude,
Tantas vezes sai do meu caminho,
E percebi o quanto é necessário que a gente mude.

Tantas vezes a loucura me abraçou,
E seu abraço era doce,
Tantas vezes ninguém me encontrou,
E esperei que onde eu estava alguém fosse.

Tantas vezes disse a verdade,
Outras até eu duvidei,
Tantas vezes senti saudades,
E em outras pra esquecer tanto me esforcei.

Tantas vezes eu vivi,
Tantas viverei ainda,
Tantas vezes eu aprendi,
Tantas aprenderei que tudo, tudo finda.

Tantas vezes a vida me dará,
Outra vez uma nova chance,
Tantas vezes vou aproveitar,
E mais uma vez irei um pouco mais distante.

Autor: Oziel Soares Albuquerque
www.ozielpoeta…

ATÉ QUANDO LAUDOS NOS COLOCARÃO LIMITES...

Até quando permitiremos que nos digam quem somos?
Até quando laudos nos colocarão limites?
Até quando para o mundo seremos quase gnomos?
Até quando sobre nós terão tantos palpites?

Até quando seremos dois?
O que vemos e o que eles veem em nós?
Até quando deixaremos pra depois,
Aquela tentativa de que escutem nossa voz?

Até quando nos dominará a ansiedade?
E o medo for nosso maior aliado?
Até quando nos exigirão buscar a felicidade?
Sem que nem eles a tenham encontrado?

Até quando nosso rosto assim tão belo,
Pra ser amado não será suficiente?
Até quando nos prenderão na mais alta torre do castelo?
E nos tratarão como um doente?

Até quando tomarei remédios,
Eles só me fazem piorar,
Eles só escondem esse meu tédio,
E minha vontade de sair pra não mais voltar.

Até quando essa tortura?
E toda essa cobrança?
Não! Não estou à beira da loucura,
E na verdade, eu já não sou mais uma criança...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

ESTAR AÍ, MAIS NADA...

Às vezes eu só preciso,
E o que quero é voltar pra casa,
Em silêncio, ao teu lado e no teu abraço ter abrigo,
Estar aí, mais nada.

Aqui fora às vezes é tão difícil,
E eu sei o quanto aguento,
Sou mais seguro que qualquer edifício,
Mas só você acalma meu tormento.

Aí é sempre tão seguro,
Nossa casa, que nem é nossa, é tão perfeita,
Sei que não são só os muros,
Sei que estou protegido, quando você ao meu lado deita.

Me espera, viu?
Voltarei sempre na mesma hora,
E se meu coração você não ouviu,
Ele disse: queria não ter que sair agora...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

P.S.: Está chegando, Tayra Furtado: 5 anos de casados...

COTIDIANO...

Estamos jogando nossas horas fora,
Nossa vida fora,
Trocamos amor por poucos centavos.
Vendemos nossa saúde para comprar remédio,
Vendemos a vida,
Para comprar a fuga da morte.
Estamos apressados para ir deixar nossos filhos na escola,
Queremos chegar cedo no trabalho,
Fugimos do trânsito,
Nossos ouvidos não querem ouvir mais música,
Querem o silêncio.
Tomamos tantos comprimidos que eles já nem fazem efeito.
Estamos jogando nossa vida fora,
Pois isso que fazemos não é viver.
Não tomamos mais banho de chuva para não adoecermos,
Mas fazemos hora exata e trabalhamos mais do que deveríamos,
Porque se adoecermos temos como pagar.
Pagaremos outra vida?
Outra chance?
A vida tem um botão para reiniciar?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

SABOTAR-SE...

Olhe no espelho,
Veja o que há de melhor em você,
Pra desistir é sempre cedo,
E não há o que temer.

Sabe, você é capaz,
És igual àquele que já venceu,
Que achou que não podia mais,
Mas encontrou a força do próprio eu.

Arranque o pensamento torto,
Todo dia dê os vinte pulinhos,
Sei que seu espírito não está morto,
E que ainda estais nesse caminho.

Não desista, valente,
Eu já estive aí,
Sempre há quem não acredite na gente,
E coisas que nos fazem querer desistir.

De longe, já estamos tão perto,
É bem ali na esquina,
E tudo parece tão incerto,
Aí dentro, procure aquele menino ou menina.

Feche os olhos e sinta,
A tempestade passará,
Só pra si mesmo não minta,
Ou se permita se sabotar...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

DESISTIR...

Para todos aqueles,
Que já desistiram da vida,
Que não têm mais prazeres,
E não se importam em como tudo isso termina.

Para todos que tomaram uma decisão,
Desistir, e não mais lutar,
Que já não se importam com os que ficarão,
Que só querem ver isso tudo acabar.

Para todos, de todas as idades,
Que preferem não viver mais,
Que não lembram o que é felicidade,
Ou por um minuto sentir um pouco de paz.

Para todos que estão no meio do vendaval,
E que sentem-se mais sozinhos a cada dia,
Que perderam o bem, e só restou o mal,
Que se tivessem outra chance, o passado mudaria.

Para vocês, meus amigos,
Existe um outro lado,
Vocês correm um terrível perigo,
De por si mesmos serem sabotados.

A tempestade não é tudo,
Ainda não é o fim,
Ainda não findará o mundo,
Embora vocês queiram assim.

Fácil a vida nunca será,
Nunca foi pra ninguém,
O sol sempre brilhará,
Mas a noite sempre vem.

Tente, por favor,
Dê a si mesmo uma nova chance,
Encontre aquela criança que descobriu o amor,
Se permita ir mais adiante.

Não procure por uma força q…

É POR SONHO QUE SE VIVE...

Como corre atrás,
De algo que não é para mim?
Como ter que fazer sempre um pouco mais,
E lutar por essa mentira que parece que nunca terá fim?

Como deixar de lado os sonhos meus,
Se no fundo é tudo aquilo que sou?
E os que me obrigam, nunca viveram nem os seus,
E me arrancam a chance de fazer algo por amor!

Como fugir dessa prisão,
Se foi nela que nasci?
Ser mais um na multidão?
Sendo aquilo que não escolhi!

Como lutar se estou sozinho?
Se meu sonho não importa?
Se nessa estrada que caminho,
Sempre parecem fechadas todas as portas?

Como travar uma guerra já vencida?
Eles não veem o quanto estou aflito?
E não é minha esta vida?
Ou eles não ouvem, embora sempre grito?

Sairei desta gaiola?
Seria talvez assim tão livre?
Eles entenderão a qualquer hora,
Que é por sonhos que se vive?

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

AOS BIÓLOGOS DE AGORA (E ÀQUELES QUE AINDA VÊM)...

Aos que da vida,
Entendem o verdadeiro sentido,
Aos que lutam ainda,
Para que não perca um único ser vivo.

Àqueles que não têm medo do escuro,
Que é lá que tudo acontece,
E sabem que para descobrir há um mundo,
E que na natureza, quem é forte prevalece.

Aos que sabem que o tempo,
Breve findará,
Se talvez nesse momento,
Os braços a gente não cruzar.

Porque sabem que nada,
Nasça talvez em vão,
E cada árvore derrubada,
Era parte desse chão.

Aos que choram,
Por cada espécie que se foi,
E que ao mundo sempre imploram,
“Façamos algo, ou sofreremos depois”.

Aos biólogos de agora,
E àqueles que ainda vêm,
Obrigado por nos fazer ver a aurora,
E nos ensinar as belezas que a vida tem...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/